Meta diz que agente Muse AI já tem mais de 10 milhões de usuários
Disponível apenas nos Estados Unidos e no Canadá, o assistente ainda não tem data anunciada para chegar ao Brasil.
Resumo em 30 segundos
O agente de inteligência artificial Muse AI ultrapassou 10 milhões de usuários poucos meses após o lançamento, informou a Meta. Disponível nos Estados Unidos e no Canadá, o serviço pode executar tarefas e se conectar a ferramentas como e-mail e agenda. A empresa planeja integrá-lo aos óculos inteligentes e ampliar sua operação.
O agente de inteligência artificial Muse AI ultrapassou 10 milhões de usuários poucos meses após seu lançamento, em setembro. A Meta divulgou o número na quarta-feira (21), durante uma conferência de resultados; por enquanto, o serviço funciona apenas nos Estados Unidos e no Canadá, sem previsão anunciada para chegar ao Brasil ou a outros países.
Diferentemente de um chatbot, que responde a perguntas em conversas, o Muse pode executar tarefas a partir de instruções e interagir com serviços e sites compatíveis, como o Spotify. Também pode ser conectado a ferramentas pessoais, como e-mail e agenda, para ajudar em atividades de produtividade.
O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que a empresa considera o produto pronto para uma etapa de expansão. “Agora que o Muse tem uma clara adequação entre produto e mercado, estamos entrando em uma nova fase, mais operacional e voltada para a sua expansão”, disse. Ele afirmou que a companhia pretende ampliar o serviço para que alcance bilhões de pessoas.
Segundo Zuckerberg, um em cada quatro usuários que concluem a configuração inicial passa a usar o Muse diariamente. Entre as pessoas mais engajadas, compras pela internet são o uso mais frequente. O valor médio dos pedidos feitos com auxílio do agente chega a US$ 200, pouco mais de R$ 1 mil em conversão direta.
A Meta também vê o Muse como parte da estratégia para ampliar a oferta de inteligência artificial em seus dispositivos. A empresa anunciou que o agente será integrado aos óculos inteligentes, nos quais poderá atender a solicitações dos usuários. A ferramenta tem mais autonomia para realizar tarefas do que o Meta AI, assistente conversacional da companhia. Ainda não foi informado se o Muse terá uma assinatura própria.
A expansão depende também da capacidade computacional necessária para operar o serviço. Zuckerberg disse que a Meta está se preparando para atender mais de um bilhão de pessoas nos próximos anos, mas afirmou que, no curto prazo, o Muse consome muitos recursos de computação. A empresa espera reduzir em mais de dez vezes o custo de operação no próximo ano e, segundo ele, tornar o agente lucrativo quando suas fontes de receita alcançarem escala.
Além de compras e produtividade, a companhia pretende usar o Muse para gerar receita com assinaturas de inteligência artificial ligadas aos óculos, complementando a venda dos aparelhos. Até o momento, a Meta não divulgou quando o assistente será disponibilizado fora dos Estados Unidos e do Canadá.