Pular para o conteúdo
Domingo, 4 de outubro de 2026

Mailza Assis e Alan Rick disputam segundo turno no Acre

Com 49,76% dos votos válidos, Mailza ficou abaixo da maioria absoluta; Alan Rick recebeu 32,26%. A eleição acreana será decidida em 25 de outubro.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Candidatos cumprimentam apoiadores durante evento político no Acre. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Candidatos cumprimentam apoiadores durante evento político no Acre.
Resumo em 30 segundos

Mailza Assis e Alan Rick disputarão o segundo turno para o governo do Acre, marcado para 25 de outubro. Com 99,91% das seções apuradas, Mailza recebeu 49,76% dos votos válidos, e Rick, 32,26%. A campanha coloca frente a frente antigos aliados políticos de Gladson Cameli e ocorre em um estado com baixos indicadores de renda e desenvolvimento social.

A governadora Mailza Assis (PP) e o senador Alan Rick (Republicanos) disputarão o segundo turno da eleição para o governo do Acre, marcado para 25 de outubro. Na votação deste domingo, 4 de outubro, com 99,91% das seções eleitorais totalizadas, Mailza recebeu 49,76% dos votos válidos, ou 218.524 votos, e Rick obteve 32,26%, equivalente a 141.665 votos.

Como nenhum dos dois alcançou mais da metade dos votos válidos, a definição do governador fica para a nova rodada. No segundo turno, concorrem apenas os dois candidatos mais votados na primeira etapa. A eleição acreana integra o pleito de 2026, e os eleitores voltarão às urnas na data prevista para a votação.

Mailza assumiu o governo em abril deste ano, depois que Gladson Cameli (PP) deixou o cargo para concorrer ao Senado. Ela era vice-governadora desde 2023 e busca manter o grupo no comando do estado. Na campanha, defendeu a continuidade da gestão, citando obras em andamento, a construção do Hospital da Mulher, a ampliação do programa Opera Acre e a adesão ao Agora Tem Especialista.

A chapa de Mailza é formada com Jéssica Sales (MDB), candidata a vice-governadora. As duas compõem a primeira chapa exclusivamente feminina a disputar o governo do Acre. A coligação Avança Acre reúne Federação União Progressista (PP/União Brasil), MDB, PL, PDT e Democrata. Cameli e Márcio Bittar (PL) foram indicados pelo grupo para disputar as duas vagas ao Senado.

Rick, eleito senador em 2022, também fez parte da base política de Cameli antes de lançar sua candidatura ao governo. O afastamento entre os dois grupos se aprofundou no último ano. Em fevereiro de 2025, Cameli exonerou pessoas ligadas ao senador, entre elas familiares de Rick e aliados políticos, durante o período de articulação em torno da sucessão estadual.

Na eleição, Rick concorreu com o empresário Ricardo Leite, conhecido como Rico, como candidato a vice. A coligação que o apoia inclui Republicanos, PSD, Novo, Avante, Democracia Cristã e Democrata. Durante a campanha, o senador criticou a gestão estadual na área da saúde e citou o caso de um paciente de Santa Rosa do Purus que, segundo ele, teria aguardado cerca de 12 horas por transporte aéreo antes de morrer. Seu plano de governo tem 80 páginas e se organiza em sete eixos, como saúde, educação, desenvolvimento econômico e segurança pública, com atenção à defesa das fronteiras.

Tião Bocalom (PSDB), ex-prefeito de Rio Branco, também disputou o governo. Ele deixou a prefeitura em abril para concorrer ao cargo, após ter sido eleito em 2020 e reeleito em 2024. Sua candidatura, pela coligação Produzir para Empregar, teve Sargento Adonis (PSDB) como vice. Bocalom propôs mudanças na matriz econômica estadual, com foco no agronegócio, além de investimentos em estradas e logística e medidas para ampliar a integração com mercados externos.

O resultado ocorre em um estado com indicadores de renda e desenvolvimento social entre os mais baixos do país. Em 2025, a renda domiciliar per capita do Acre foi de R$ 1.392, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ante média nacional de R$ 2.316. No Índice de Progresso Social Brasil 2026, o estado ficou em 24º lugar entre as unidades da Federação, com 58,03 pontos. Esses desafios compõem o cenário em que os candidatos disputarão o voto no segundo turno.

Fontes: Gazeta do Povo, Estadão, O Globo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também