Maestro Roberto Tibiriçá morre aos 72 anos em São Paulo
A morte foi anunciada pelo Theatro Municipal; Tibiriçá estava internado por causa de um câncer, mas a causa específica do óbito não foi divulgada.
Resumo em 30 segundos
O maestro Roberto Tibiriçá morreu na madrugada de 3 de outubro, aos 72 anos, em São Paulo. O velório será aberto ao público no Theatro Municipal neste sábado e continuará no domingo; o sepultamento está previsto para o Cemitério São Paulo. Regente de importantes orquestras, ele também atuou na formação de músicos.
O maestro Roberto Tibiriçá morreu aos 72 anos na madrugada deste sábado, 3 de outubro, em São Paulo. A morte foi anunciada pelo Theatro Municipal da capital; ele estava internado por causa de um câncer, com o qual convivia havia ao menos dois anos. A causa específica do óbito não foi divulgada.
O velório será aberto ao público no Salão Nobre do Theatro Municipal, neste sábado, das 18h às 22h. No domingo, 4, a cerimônia continuará no palco da Sala de Espetáculos, das 8h ao meio-dia. O sepultamento está previsto para as 13h, no Cemitério São Paulo.
Em homenagem ao maestro, o Theatro Municipal afirmou que seu legado está presente nas orquestras que regeu e na formação de músicos. Tibiriçá também recebeu manifestações de pesar da Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, que lembrou sua apresentação no local em março de 2023, à frente da Orquestra Petrobras Sinfônica.
Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Tibiriçá esteve à frente de importantes grupos brasileiros e estrangeiros. Regeu, entre outras, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), a Orquestra Sinfônica Brasileira, as orquestras sinfônicas de Minas Gerais e do Paraná e a Petrobras Sinfônica. Desde 2022, era regente titular e diretor musical da Orquestra Sinfônica do Paraná. Também conduziu a Orquestra Simón Bolívar, na Venezuela, e a Orquestra Metropolitana de Lisboa.
O músico começou sua formação ao piano e estudou regência com Eleazar de Carvalho, com quem trabalhou por 18 anos na Osesp. Em 2005, assumiu a direção do Instituto Baccarelli e participou do projeto ligado à consolidação da Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Foi eleito para a cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música em 2003 e, desde 2018, era membro honorário da Academia Nacional de Música.
Tibiriçá recebeu prêmios como o APCA e o Carlos Gomes, além da Ordem do Ipiranga. Em 2024, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) concedeu a ele o título de Doutor por Notório Saber, uma distinção acadêmica que reconhece conhecimento e experiência em determinada área.
Em entrevista em 2017, o maestro descreveu a regência como uma atividade de comando e disciplina. “Não é uma coisa de vaidade, é uma coisa de comando”, afirmou. Ele dizia ter sido influenciado por Eleazar de Carvalho e por compositores russos como Dmitri Shostakovitch, Sergei Rachmaninoff, Serguei Prokofiev e Piotr Ilitch Tchaikovski.
Para entender
- Orquestra Sinfônica de Heliópolis
- Grupo ligado ao Instituto Baccarelli, organização que oferece formação musical e oportunidades artísticas a crianças e jovens. Roberto Tibiriçá dirigiu o instituto e participou do projeto relacionado à consolidação da orquestra.