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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Juros futuros sobem no Brasil às vésperas do primeiro turno

A curva de juros futuros subiu nesta quinta-feira, com pressão do cenário externo e maior cautela dos investidores às vésperas do primeiro turno.

Por Ricardo Vasconcelos 1 min de leitura
Operador observa telas de mercado em uma bolsa, em meio à alta dos juros futuros. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Operador observa telas de mercado em uma bolsa, em meio à alta dos juros futuros.
Resumo em 30 segundos

Os juros futuros subiram nesta quinta-feira, sobretudo nos vencimentos longos, em meio à busca global por segurança e às tensões envolvendo diesel e guerra no Oriente Médio. No Brasil, investidores também aguardam pesquisa eleitoral e debate presidencial. Em leilão, o Tesouro não vendeu todo o volume de títulos prefixados ofertado e não colocou papéis para 2037.

Os juros futuros no Brasil avançaram nesta quinta-feira (1º), pressionados pelo cenário internacional e pela redução do apetite por risco. A alta foi mais forte nos vencimentos de longo prazo, enquanto investidores também aguardam novos sinais sobre a eleição presidencial, cujo primeiro turno ocorre em dois dias úteis, segundo a matéria de origem.

Por volta das 13h30, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 subia de 13,55%, no ajuste anterior, para 13,565%. O DI de janeiro de 2029 avançava de 13,765% para 13,80%, e o de janeiro de 2031 passava de 13,945% para 14,015%.

No exterior, investidores buscaram segurança em títulos do Tesouro dos Estados Unidos, movimento que reduziu os rendimentos. No mesmo horário, a taxa da T-note de dez anos caiu de 5,291% para 5,240%. Entre as preocupações estavam a possibilidade de Washington restringir exportações de diesel e os riscos ligados à guerra no Oriente Médio. O petróleo Brent subia cerca de 3%, negociado perto de US$ 101 por barril.

No Brasil, os participantes do mercado também aguardam a divulgação de uma nova pesquisa Datafolha e o debate presidencial na TV Globo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará do debate, de acordo com a matéria.

A cautela apareceu no leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional. O governo ofertou 21,3 milhões de papéis, mas não vendeu todo o volume, com menor procura por títulos de prazo mais longo. Dos 17,4 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTNs) e Notas do Tesouro Nacional série F (NTN-Fs) vendidas, pouco mais de 11 milhões tinham vencimentos de até dois anos. O Tesouro não colocou NTN-F com vencimento em janeiro de 2037, o prazo mais longo oferecido atualmente.

Quem é quem

Tesouro Nacional
Órgão responsável pela gestão da dívida pública federal brasileira. Emite títulos públicos para financiar o governo e administra leilões de papéis com diferentes prazos e modalidades de remuneração.

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