Grêmio acerta troca de imóveis da Arena e do Olímpico
O Conselho Deliberativo votará o acordo em 16 de novembro; demolição do Olímpico, impostos atrasados e futuros empreendimentos serão tratados à parte.
Resumo em 30 segundos
O Grêmio e as empresas OAS 26 e Karagounis assinaram documentos para trocar a propriedade da Arena pela área do estádio Olímpico. A conclusão depende de aprovação do Conselho Deliberativo, marcada para 16 de novembro. Demolição, impostos atrasados e eventuais empreendimentos futuros continuarão em negociação separada.
O Grêmio e as empresas OAS 26 e Karagounis assinaram documentos para trocar as chaves da Arena e do estádio Olímpico, em Porto Alegre. O acordo, firmado na última sexta-feira, ainda precisa de aprovação do Conselho Deliberativo, que marcou uma reunião extraordinária para 16 de novembro.
Com a operação, o clube ficará com a propriedade da Arena como imóvel, enquanto a área do Olímpico passará à posse da OAS 26, empresa originada do desmembramento da Construtora OAS, e da Karagounis. O antigo estádio entrou no negócio original como parte do pagamento pela construção da Arena, iniciada em 2010 e concluída com a inauguração do novo estádio, em 2012.
A troca de propriedades não encerra todas as discussões entre as partes. Permanecem em aberto a eventual participação do Grêmio na venda de futuros empreendimentos na área do Olímpico, o momento e a forma de demolição do estádio e o pagamento de impostos atrasados. Esses temas serão negociados separadamente e, conforme o entendimento formalizado, não impedem a transferência dos imóveis.
As obras de infraestrutura no entorno da Arena também seguem pendentes. Elas estavam previstas como contrapartidas no negócio inicial, mas a responsabilidade por executá-las ficou, por enquanto, com a OAS 26.
O acordo representa uma etapa distinta da mudança ocorrida em 2025, quando o Grêmio passou a administrar a Arena após a doação do empresário Marcelo Marques. Para antecipar o fim do direito de exploração do estádio, Marques pagou R$ 50 milhões à então administradora Arena Porto-Alegrense.
Naquele mesmo processo, o empresário desembolsou R$ 80 milhões para comprar dois terços da dívida da Arena, que pertenciam à empresa Revee. O Grêmio já havia adquirido o terço restante por R$ 20 milhões. Com os credores sem interesse em executar a dívida, o débito foi extinto.
A aprovação do Conselho Deliberativo é o próximo passo necessário para concluir a troca. Se o colegiado validar o acordo, o Grêmio ficará com a propriedade do estádio que já administra, enquanto a área do Olímpico será transferida às empresas parceiras. As negociações sobre a demolição, os tributos e eventuais empreendimentos futuros continuarão em separado.