Flamengo e Conmebol cobram julgamento do caso Marcos Rojo
Os envolvidos querem uma decisão do CAS antes da final da Libertadores, em 28 de novembro; até lá, o Estudiantes segue classificado para enfrentar o Palmeiras.
Resumo em 30 segundos
Flamengo e Conmebol pedem que o CAS marque o julgamento definitivo sobre a inscrição de Marcos Rojo pelo Estudiantes. O jogador atuou na semifinal contra o Flamengo após receber autorização provisória do tribunal. O clube brasileiro quer que o resultado da partida de volta seja convertido em vitória por 3 a 0, mas a classificação segue com os argentinos.
O Flamengo e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) cobram que a Corte Arbitral do Esporte (CAS) marque o julgamento definitivo sobre a inscrição de Marcos Rojo pelo Estudiantes. O clube argentino tinha até segunda-feira para apresentar sua defesa, e os envolvidos querem uma decisão antes da final da Libertadores, marcada para 28 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai. O Palmeiras já está classificado para a decisão.
Rojo foi contratado pelo Estudiantes no início do mês, mas a Conmebol rejeitou sua inscrição para a semifinal contra o Flamengo. O defensor não atuou no jogo de ida. Na véspera da partida de volta, em 22 de outubro, o Estudiantes obteve do CAS uma autorização provisória para incluí-lo na lista e escalá-lo no Maracanã. O Flamengo se opôs à participação do jogador e avisou que contestaria a escalação.
A autorização foi uma medida cautelar: uma decisão temporária que permite determinada situação enquanto o tribunal examina o mérito do caso. Ela não encerra a disputa sobre a regularidade da inscrição nem define, por si só, se haverá punição posterior. O Flamengo sustenta que o Estudiantes assumiu o risco ao escalar Rojo e pediu à Conmebol que transforme o resultado da volta em vitória rubro-negra por 3 a 0. O clube argentino defende que a permissão do CAS afasta a possibilidade de punição.
O parecer que autorizou o jogador tratou de dois pedidos do Estudiantes: liberar Rojo para atuar e impedir eventuais sanções. No trecho citado pelo Flamengo, a presidente adjunta do CAS afirmou que permitir a participação provisória não comprometeria a integridade da competição. O documento também indicou que o efeito da atuação do atleta, isoladamente, não bastava para negar a medida cautelar. O Flamengo interpreta que isso não exclui uma eventual consequência esportiva no julgamento definitivo.
O rubro-negro afirma que apresentou sua reclamação dentro do prazo previsto no regulamento, de até 24 horas após a partida. Antes do jogo, também havia comunicado ao CAS que consideraria a escalação por conta e risco do Estudiantes e que protestaria caso Rojo entrasse em campo. O clube argentino incluiu Flamengo, Palmeiras e Fluminense no processo, e os três semifinalistas acompanham as notificações.
A decisão pode alterar quem enfrenta o Palmeiras na final, mas a classificação segue com o Estudiantes até que haja mudança oficial. A autorização provisória para Rojo jogar é o ponto central da disputa: casos anteriores de escalação irregular na Libertadores tiveram resultados modificados, mas não envolveram a mesma circunstância. A Conmebol e o Estudiantes também devem tratar da venda de ingressos para sócios nesta terça-feira, embora ainda não haja data e horário confirmados para a final no site da entidade.