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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Estudantes bloqueiam escolas na França em jornada de protestos

A mobilização reúne sindicatos, coletes amarelos e agricultores, com reivindicações por salários melhores, justiça fiscal e mais recursos para serviços públicos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estudantes protestam do lado de fora de uma escola em uma rua francesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estudantes protestam do lado de fora de uma escola em uma rua francesa.
Resumo em 30 segundos

Estudantes bloquearam escolas na França nesta quinta-feira, em uma jornada de greve e manifestações convocada por sindicatos. Coletes amarelos e agricultores também devem participar dos atos, que cobram melhores salários, justiça fiscal e proteção dos serviços públicos. O governo mobilizou 70 mil policiais e gendarmes diante da expectativa de grandes protestos.

Estudantes do ensino médio bloquearam escolas na França nesta quinta-feira, 5 de novembro, no início de uma jornada de greve e manifestações convocada por sindicatos para reivindicar salários melhores, mais recursos e justiça fiscal. A mobilização também deve reunir integrantes do movimento dos coletes amarelos e agricultores da Confederação Camponesa, em meio à alta do custo de vida e à disputa sobre o orçamento de 2027.

Os estudantes começaram os protestos em meados de setembro e mantiveram a mobilização apesar de mudanças anunciadas pelo governo no sistema de admissão às universidades. Eles consideram as medidas insuficientes. Em Estrasburgo, uma estudante de 15 anos disse que o movimento continua porque os jovens não são ouvidos e querem tentar mudar a situação.

Em Paris, agentes de segurança impediram bloqueios em diferentes escolas e usaram gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, anunciou o envio de 70 mil policiais e gendarmes e prometeu uma resposta “extremamente firme” diante de possíveis distúrbios.

As autoridades esperavam entre 500 mil e 700 mil participantes fora da capital e de 40 mil a 80 mil em Paris. Os sindicatos pedem reajuste do salário mínimo, aumento dos salários em geral, maior justiça fiscal e proteção dos serviços públicos. Os coletes amarelos retomaram os protestos em outubro, com reivindicações relacionadas ao custo de vida.

A mobilização ocorre após manifestações anteriores marcadas, em alguns casos, por distúrbios e saques. Em 17 de outubro, cenas de violência e desordem ganharam repercussão internacional. Para evitar a repetição daquele cenário, o governo reforçou o policiamento e proibiu atos em centros de cidades.

A resposta às manifestações também provocou críticas. Associações de juízes e advogados, sindicatos e entidades de defesa dos direitos humanos classificaram as medidas como uma “guinada autoritária” e disseram que elas podem restringir o Estado de direito e silenciar vozes discordantes.

A onda de protestos pressiona o governo de Emmanuel Macron nos últimos meses de seu mandato, que termina em maio. A líder ecologista Marine Tondelier afirmou que a convergência entre diferentes movimentos pode dificultar a resposta do governo. Já a dirigente sindical Marylise Léon, da CFDT, comparou a mobilização às manifestações de 2023 contra a reforma que elevou de 62 para 64 anos a idade de aposentadoria.

Naquele ciclo, os atos chegaram a reunir quase 1,3 milhão de pessoas, segundo as autoridades. A tensão atual está ligada ao impacto dos preços dos combustíveis sobre o poder de compra e ao ajuste fiscal previsto pelo governo para os orçamentos de 2027.

Para entender

Coletes amarelos
Movimento de protesto francês que ganhou força em 2018, inicialmente em reação ao aumento dos impostos sobre combustíveis e ao custo de vida. Os participantes ficaram conhecidos pelo uso de coletes amarelos de segurança e passaram a defender diferentes reivindicações sociais e econômicas.

Fontes: Zero Hora

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