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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Engenheiro da Unifesp morre após espancamento e roubo em Santos

Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foi atacado após deixar um ato político; a Polícia Civil investiga o caso e ainda não identificou suspeitos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rua de Santos isolada para investigação policial durante a noite. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rua de Santos isolada para investigação policial durante a noite.
Resumo em 30 segundos

O engenheiro ambiental e mestrando da Unifesp Marcelo de Oliveira Rocha morreu na segunda-feira, após ser espancado e roubado em Santos. Ele havia se afastado de um ato político para ir ao banheiro e foi encontrado desacordado por amigos. A polícia investiga a dinâmica e a motivação do crime, ainda não esclarecida.

O engenheiro ambiental e mestrando da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu na segunda-feira (26), após ser espancado e roubado na madrugada de sábado (24), em Santos, no litoral paulista. A Polícia Civil investiga o caso e busca identificar os envolvidos e esclarecer a motivação da agressão.

Marcelo havia participado de uma apresentação da Banda Esquerdantina, em um ato de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na região da Avenida Conselheiro Nébias. Por volta das 3h, ele se afastou dos amigos para ir ao banheiro e não voltou. Amigos foram procurá-lo e o encontraram desacordado perto do cruzamento com a Rua Henrique Ablas.

Imagens divulgadas do ataque mostram homens abordando Marcelo e o cercando. Pelo menos sete pessoas teriam participado, segundo relatos sobre o caso. Uma transmissão ao vivo feita pelos próprios agressores registra a abordagem e parte da violência. Em um trecho, um homem exige o telefone e ameaça a vítima; em seguida, Marcelo é atingido por um soco, cai no chão e tem pertences levados.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu Marcelo e o levou à Santa Casa de Santos. Ele foi transferido depois para o Hospital São Paulo, ligado à Unifesp, onde morreu. Segundo a família, a morte cerebral foi confirmada no domingo, e o resultado de um exame necessário para confirmar a irreversibilidade do quadro saiu na segunda-feira, por volta das 17h.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o caso está sob investigação do 4º Distrito Policial de Santos. A apuração busca esclarecer a dinâmica do crime, identificar os suspeitos e determinar a motivação. Não havia informação sobre suspeitos identificados ou presos.

A participação de Marcelo em um ato político ocorreu antes da agressão, mas a motivação política não foi confirmada. A Banda Esquerdantina afirmou que publicações nas redes sociais relacionavam o ataque à homofobia; essa hipótese também não havia sido confirmada pelas autoridades.

Em nota, a Unifesp lamentou a morte e pediu apuração rigorosa das circunstâncias e motivações, além da identificação e responsabilização dos envolvidos. A universidade disse que acompanhava o caso desde que soube da agressão, prestou apoio à família e reafirmou seu compromisso com a defesa dos direitos humanos.

Fontes: Estadão, O Globo

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