Eduardo Paes defende segundo turno no governo do Rio de Janeiro
A disputa depende da decisão do TSE sobre os votos de Anthony Garotinho: se forem validados, haverá nova votação; se forem anulados, Douglas Ruas pode vencer no primeiro turno.
Resumo em 30 segundos
Eduardo Paes defendeu a realização de segundo turno no Rio de Janeiro após ficar atrás de Douglas Ruas na primeira votação. O resultado depende da decisão do TSE sobre mais de 273 mil votos de Anthony Garotinho, que desistiu do recurso contra o indeferimento de sua candidatura. A expectativa é de uma definição até 8 de outubro.
Eduardo Paes (PSD) defendeu a realização do segundo turno para o governo do Rio de Janeiro após terminar a primeira votação com 42,76% dos votos, contra 49,27% de Douglas Ruas (PL). O resultado depende da decisão da Justiça Eleitoral sobre os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), que recebeu mais de 273 mil e teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), mas pôde concorrer enquanto recorria.
Garotinho abriu mão do recurso sobre a candidatura na segunda-feira. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve analisar a desistência antes de decidir se os votos serão validados. Se forem considerados válidos, haverá segundo turno; se forem anulados, Ruas poderá ultrapassar 50% dos votos válidos e ser eleito no primeiro turno. A expectativa nos bastidores é de que a situação seja resolvida até 8 de outubro.
“Para respeitar a democracia, é fundamental que valha a vontade popular do último domingo”, afirmou Paes ao defender que os votos de Garotinho sejam contabilizados. A coligação do candidato do PSD havia pedido à Justiça Eleitoral a impugnação da candidatura do ex-governador. Paes disse que a ação foi apresentada para evitar a indefinição sobre as regras antes da votação.
No primeiro dia de agendas públicas depois do resultado, nesta terça-feira, Paes visitou Comendador Levy Gasparian, Três Rios, Rio das Flores e Valença, municípios do interior onde teve bons resultados. Em Levy Gasparian, esteve no Ciep Padre Joaquim Chaves de Figueiredo; em Três Rios, foi à prefeitura e se reuniu com vereadores. As visitas também serviram para agradecer os votos e manter contato com lideranças locais caso a disputa siga para o segundo turno.
O candidato afirmou não temer perder apoiadores depois de ficar atrás de Ruas. O deputado federal reeleito Dr. Luizinho (PP), que não declarou apoio oficial a Paes, disse que considera a eleição definida e chamou Ruas de governador eleito. Também afirmou que não haverá segundo turno e que a bancada do União Progressista na Assembleia Legislativa poderá colaborar com o futuro governo.
Paes disse manter uma boa relação com Luizinho e avaliou que o deputado continua neutro, apesar de sua manifestação. O candidato afirmou que pretende disputar votos diretamente e associou sua campanha à proposta de interromper o ciclo do governo de Cláudio Castro, enquanto relacionou a escolha por Ruas à continuidade dessa gestão.
Ruas, por sua vez, aguarda a decisão do TSE sobre os votos de Garotinho. Em vídeo divulgado na segunda-feira, declarou confiar na Justiça e disse esperar ser proclamado vencedor no primeiro turno. Sua equipe ainda definiria os próximos passos da campanha, enquanto Paes retomou as visitas pelo interior.
Para entender
- Votos sub judice
- São votos cuja validade depende de uma decisão judicial. Enquanto a Justiça Eleitoral não define a situação da candidatura, esses votos podem afetar o cálculo do resultado e a confirmação de quem venceu a eleição.