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Domingo, 4 de outubro de 2026

Eduardo Braide é eleito governador do Maranhão no primeiro turno

Com 97,8% das seções apuradas, o candidato do PSD somava 54,16% dos votos válidos e venceu a eleição para governador do Maranhão em 2026.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Eduardo Braide discursa em um evento público após ser eleito governador do Maranhão. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Eduardo Braide discursa em um evento público após ser eleito governador do Maranhão.
Resumo em 30 segundos

Eduardo Braide, do PSD, foi eleito governador do Maranhão no primeiro turno, com 54,16% dos votos válidos e 97,8% das seções apuradas. Ex-prefeito de São Luís, ele venceu Orleans Brandão e Felipe Camarão. A nova gestão terá pela frente desafios sociais e de infraestrutura, como pobreza, saneamento e geração de empregos formais.

Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, foi eleito governador do Maranhão no primeiro turno neste domingo (4). Com 97,8% das seções eleitorais apuradas, ele tinha 54,16% dos votos válidos, cerca de 2 milhões de votos, resultado que garantiu a vitória sem segundo turno.

O principal adversário de Braide foi Orleans Brandão (MDB), sobrinho do atual governador Carlos Brandão. Felipe Camarão (PT), vice-governador e ex-secretário estadual de Educação, também disputou o cargo. Com a vitória, Braide assume o Executivo maranhense e encerra a disputa marcada pela divisão de grupos que chegaram ao governo estadual com Flávio Dino, em 2015.

Carlos Brandão, então vice de Dino, assumiu o governo em definitivo em abril de 2022, quando Dino deixou o cargo para concorrer ao Senado. Ao longo do mandato, Brandão se afastou da ala ligada ao antecessor, em meio a divergências sobre alianças políticas. O governador decidiu permanecer no cargo até dezembro de 2026, evitando que Camarão assumisse o governo.

A ruptura abriu espaço para três candidaturas ligadas a campos políticos distintos. Orleans representou a continuidade da atual gestão; Camarão buscou associar sua campanha ao legado de Dino e teve o apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Braide concorreu fora desses dois grupos, depois de renunciar à Prefeitura de São Luís em março para disputar o governo.

Braide foi deputado estadual e federal antes de comandar a capital maranhense entre 2021 e 2026. Em 2024, foi reeleito prefeito no primeiro turno, com 70,12% dos votos. Na campanha estadual, apresentou 55 propostas e prometeu reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) como uma das primeiras medidas. O tributo estadual incide sobre a circulação de mercadorias e determinados serviços.

O plano de governo também previa uma Força Estadual de Combate à Pobreza, a construção de hospitais regionais e macrorregionais, mais creches em tempo integral e medidas de valorização dos professores. Orleans, por sua vez, defendeu a continuidade da gestão do tio, prometeu ampliar a regionalização da saúde e propôs o programa de videomonitoramento Cinturão da Paz. Camarão apresentou propostas de reindustrialização, fortalecimento de programas sociais e recuperação de políticas que, segundo ele, foram abandonadas.

A eleição ocorre em um estado que enfrenta desafios sociais e de infraestrutura. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados na campanha mostram que, em 2025, a renda domiciliar per capita do Maranhão foi de R$ 1.219, a menor do país, ante média nacional de R$ 2.316. Em 2024, 46,1% da população maranhense vivia na pobreza, e 45,6% dos domicílios recebiam benefícios de programas sociais.

A falta de saneamento básico e a baixa geração de empregos formais também estão entre os problemas estruturais apontados no estado. As propostas apresentadas pelos candidatos durante a campanha incluem medidas para saúde, renda e atividade econômica, temas que estarão entre os desafios da nova administração.

Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo, O Globo

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