Eduardo Braide é eleito governador do Maranhão no primeiro turno
Com 97,8% das seções apuradas, o candidato do PSD somava 54,16% dos votos válidos e venceu a eleição para governador do Maranhão em 2026.
Resumo em 30 segundos
Eduardo Braide, do PSD, foi eleito governador do Maranhão no primeiro turno, com 54,16% dos votos válidos e 97,8% das seções apuradas. Ex-prefeito de São Luís, ele venceu Orleans Brandão e Felipe Camarão. A nova gestão terá pela frente desafios sociais e de infraestrutura, como pobreza, saneamento e geração de empregos formais.
Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, foi eleito governador do Maranhão no primeiro turno neste domingo (4). Com 97,8% das seções eleitorais apuradas, ele tinha 54,16% dos votos válidos, cerca de 2 milhões de votos, resultado que garantiu a vitória sem segundo turno.
O principal adversário de Braide foi Orleans Brandão (MDB), sobrinho do atual governador Carlos Brandão. Felipe Camarão (PT), vice-governador e ex-secretário estadual de Educação, também disputou o cargo. Com a vitória, Braide assume o Executivo maranhense e encerra a disputa marcada pela divisão de grupos que chegaram ao governo estadual com Flávio Dino, em 2015.
Carlos Brandão, então vice de Dino, assumiu o governo em definitivo em abril de 2022, quando Dino deixou o cargo para concorrer ao Senado. Ao longo do mandato, Brandão se afastou da ala ligada ao antecessor, em meio a divergências sobre alianças políticas. O governador decidiu permanecer no cargo até dezembro de 2026, evitando que Camarão assumisse o governo.
A ruptura abriu espaço para três candidaturas ligadas a campos políticos distintos. Orleans representou a continuidade da atual gestão; Camarão buscou associar sua campanha ao legado de Dino e teve o apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Braide concorreu fora desses dois grupos, depois de renunciar à Prefeitura de São Luís em março para disputar o governo.
Braide foi deputado estadual e federal antes de comandar a capital maranhense entre 2021 e 2026. Em 2024, foi reeleito prefeito no primeiro turno, com 70,12% dos votos. Na campanha estadual, apresentou 55 propostas e prometeu reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) como uma das primeiras medidas. O tributo estadual incide sobre a circulação de mercadorias e determinados serviços.
O plano de governo também previa uma Força Estadual de Combate à Pobreza, a construção de hospitais regionais e macrorregionais, mais creches em tempo integral e medidas de valorização dos professores. Orleans, por sua vez, defendeu a continuidade da gestão do tio, prometeu ampliar a regionalização da saúde e propôs o programa de videomonitoramento Cinturão da Paz. Camarão apresentou propostas de reindustrialização, fortalecimento de programas sociais e recuperação de políticas que, segundo ele, foram abandonadas.
A eleição ocorre em um estado que enfrenta desafios sociais e de infraestrutura. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citados na campanha mostram que, em 2025, a renda domiciliar per capita do Maranhão foi de R$ 1.219, a menor do país, ante média nacional de R$ 2.316. Em 2024, 46,1% da população maranhense vivia na pobreza, e 45,6% dos domicílios recebiam benefícios de programas sociais.
A falta de saneamento básico e a baixa geração de empregos formais também estão entre os problemas estruturais apontados no estado. As propostas apresentadas pelos candidatos durante a campanha incluem medidas para saúde, renda e atividade econômica, temas que estarão entre os desafios da nova administração.