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Terça-feira, 20 de outubro de 2026

Cuiabá pede fim do plano de pagamento do Corinthians na CNRD

O clube também quer estender por seis meses o transfer ban; a punição impede o registro de reforços, mas não provoca perda de pontos.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estádio de futebol vazio ao entardecer, com uma bola e documentos sobre uma mesa. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estádio de futebol vazio ao entardecer, com uma bola e documentos sobre uma mesa.
Resumo em 30 segundos

O Cuiabá pediu à CNRD que encerre o plano coletivo de pagamento do Corinthians, alegando atrasos em duas parcelas trimestrais consecutivas. O clube mato-grossense também quer prolongar por seis meses o transfer ban, mesmo que a dívida seja regularizada. A câmara ainda não definiu quando analisará os pedidos.

O Cuiabá pediu nesta terça-feira, 20 de outubro, à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) que encerre o plano coletivo de pagamento do Corinthians. O clube mato-grossense argumenta que os atrasos deixaram os credores sem receber e solicitou também que seja prorrogado por mais seis meses o transfer ban imposto ao time paulista.

O Corinthians informou que trabalha para resolver a situação. A CNRD, órgão independente criado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para mediar disputas entre clubes, ainda não tem prazo para analisar o pedido de encerramento.

O Corinthians deixou de pagar no prazo duas parcelas trimestrais consecutivas de R$ 8 milhões. A quinta parcela, vencida em julho, continua em aberto e levou à aplicação do transfer ban. A parcela seguinte também sofreu atraso, e o Cuiabá pede que a punição seja estendida por mais seis meses, mesmo que o Corinthians regularize a dívida.

O transfer ban impede o clube punido de registrar novos jogadores. A medida não implica perda de pontos em competições; sua consequência é restringir a inscrição de reforços enquanto vigorar. O pedido de prorrogação feito pelo Cuiabá ainda depende de decisão da CNRD.

A dívida do plano com o Cuiabá é de R$ 18 milhões, referente à transferência do volante Raniele, anunciada em janeiro de 2024. Até agora, o clube mato-grossense recebeu pouco mais de R$ 2 milhões pelo jogador.

Homologado pela CNRD em abril de 2025, o plano coletivo reúne cerca de R$ 76,9 milhões em débitos do Corinthians com atletas, agentes e clubes. O valor foi dividido em 24 parcelas trimestrais, ao longo de seis anos. Até o momento, quatro parcelas foram pagas.

Em cada parcela, 80% do montante é destinado aos credores e 20% cobre honorários. Os valores são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação. A estimativa da CNRD é que pelo menos metade dos processos incluídos no plano seja quitada em até dois anos e meio.

O pedido do Cuiabá ocorre em meio a uma crise financeira do Corinthians, cuja dívida é estimada em R$ 2,8 bilhões. O clube acertou com a Caixa Econômica Federal a suspensão dos pagamentos ligados ao financiamento da Neo Química Arena; o banco também deixará de reter a bilheteria dos jogos e parte das premiações. A diretoria estuda ceder os direitos de nome do estádio por 15 anos para quitar uma dívida de R$ 640 milhões com a instituição.

Para entender

CNRD
A Câmara Nacional de Resolução de Disputas é um órgão ligado à estrutura do futebol brasileiro que atua na mediação e resolução de conflitos entre clubes e outros agentes do esporte.

Fontes: Estadão

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