Pular para o conteúdo
Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Cristina Kirchner admite disputar a Presidência argentina em 2027

A ex-presidente condiciona uma candidatura à recuperação dos direitos políticos, enquanto sua defesa pede que um comitê da ONU examine a condenação no Caso Vialidad.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Retrato de Cristina Kirchner em ambiente interno, usando roupa formal. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Retrato de Cristina Kirchner em ambiente interno, usando roupa formal.
Resumo em 30 segundos

Cristina Kirchner afirmou que poderia concorrer à Presidência da Argentina em 2027 se recuperar seus direitos políticos. Ela cumpre prisão domiciliar e está inelegível após condenação no Caso Vialidad. Sua defesa recorreu ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, mas uma recomendação do órgão não anularia automaticamente a sentença.

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner afirmou que poderia disputar a Presidência em 2027 caso recupere seus direitos políticos, em entrevista divulgada nesta segunda-feira, 2 de novembro. Ela está em prisão domiciliar em Buenos Aires e permanece inelegível por causa da condenação no Caso Vialidad, que sua defesa tenta reverter com uma ação apresentada ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Quando eu recuperar meus direitos políticos, por que não?”, disse Kirchner ao comentar uma eventual candidatura. A possibilidade depende de uma mudança na situação jurídica da ex-presidente, que foi condenada a seis anos de prisão e à inabilitação perpétua para exercer cargos públicos.

A defesa pede que o Comitê de Direitos Humanos da ONU examine a condenação e alega que houve violação do devido processo legal e de direitos fundamentais. O grupo inclui o advogado brasileiro Rafael Valim, contratado para conduzir a estratégia em tribunais e organismos internacionais.

Valim afirmou que há tempo para a análise do caso. Segundo ele, o prazo considerado pela defesa vai até maio do ano que vem, período em que a ONU poderia apontar eventuais violações e recomendar uma revisão. Uma recomendação do comitê, porém, não anula automaticamente uma sentença: a decisão sobre eventual mudança cabe à Justiça argentina.

O Caso Vialidad trata de uma acusação de administração fraudulenta contra o Estado relacionada a contratos de obras rodoviárias na província de Santa Cruz. A acusação sustentou que, durante os governos de Kirchner, entre 2007 e 2015, licitações teriam sido direcionadas. Em dezembro de 2022, a ex-presidente foi condenada em primeira instância; ela foi absolvida da acusação de associação criminosa.

Na mesma entrevista, Kirchner comentou as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para terça-feira, 3 de novembro. A votação define as maiorias na Câmara dos Representantes e no Senado. Ela previu uma derrota do presidente Donald Trump e disse que o resultado poderia indicar uma reação progressista, afirmando que “as pessoas sempre retornam”.

Fontes: Zero Hora

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

Leia também