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Domingo, 4 de outubro de 2026

Correios distribuem propaganda eleitoral pela Mala Direta

O serviço pode ser contratado por candidatos e partidos, mas a entrega de panfletos não significa que a empresa apoie o conteúdo nem que haja irregularidade.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Mãos organizam folhetos de campanha ao lado de bolsas postais em um centro de distribuição. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Mãos organizam folhetos de campanha ao lado de bolsas postais em um centro de distribuição.
Resumo em 30 segundos

A Mala Direta dos Correios pode ser usada por candidatos, partidos e comitês para distribuir material impresso de campanha. A empresa atua como prestadora do serviço, sem endossar a mensagem. As peças precisam ser identificadas na postagem e seguir as regras eleitorais; o vídeo de um panfleto de Ricardo Coutinho não permite concluir que houve irregularidade.

Os Correios oferecem um serviço regular de distribuição de propaganda eleitoral por meio da Mala Direta, usado por candidatos, partidos e comitês de campanha. A modalidade foi citada após a circulação de um vídeo que mostra uma pessoa uniformizada entregando panfletos com o número 1313, de Ricardo Coutinho, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) a deputado federal pela Paraíba.

A gravação foi compartilhada no X com a alegação de que a empresa estaria fazendo propaganda para o PT. A publicação também convocava usuários a acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A entrega de material de campanha pelos Correios, porém, é permitida quando segue as regras legais e eleitorais; nesse caso, os Correios prestam um serviço de distribuição, e não fazem campanha em nome de um candidato ou partido.

A empresa informou que o panfleto exibido no vídeo é um “objeto postal regular, disponível a todos os clientes que sejam candidatos a cargos eletivos, partidos políticos, comitês eleitorais e agências de publicidade, para o envio de propaganda eleitoral e material relacionado à campanha”. O material mostrado estava identificado como Mala Direta.

A Lei nº 6.538/78 prevê a atividade. Para usar o serviço em uma campanha, as peças precisam ser identificadas no momento da postagem e atender às exigências da Justiça Eleitoral, segundo os Correios. A autorização para distribuir material não dispensa candidatos e partidos de cumprir as regras que se aplicam à propaganda eleitoral.

A Mala Direta permite enviar materiais impressos, como folhetos, catálogos, ofertas e convites, para diversos destinatários. Na modalidade endereçada, a entrega é destinada a pessoas ou endereços identificados; a distribuição domiciliária pode ser feita em residências de uma área, conforme o tipo de serviço contratado. Nas eleições, a modalidade também pode ser usada para encaminhar propaganda de campanha.

O serviço não deve ser confundido com uma declaração de apoio dos Correios ao conteúdo distribuído. A empresa transporta e entrega as peças postadas por seus clientes, assim como presta outros serviços ligados ao processo eleitoral. Segundo os Correios, entre eles estão o transporte de urnas, mídias eletrônicas e materiais de apoio destinados aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

O vídeo não indica, por si só, que a entrega tenha sido irregular. A empresa afirmou que materiais de campanha devem cumprir as exigências eleitorais, mas não detalhou, no caso específico, as condições da postagem ou a área de distribuição. A gravação também não traz elementos suficientes para concluir que os Correios tenham produzido ou endossado o panfleto.

A postagem no X havia alcançado 32,7 mil visualizações até 2 de outubro. O vídeo também circulava no Instagram. A verificação não encontrou indícios de que a gravação tenha sido gerada ou alterada por inteligência artificial.

Além da Mala Direta, os Correios oferecem modalidades com condições distintas de distribuição. O preço e o prazo dependem do serviço contratado, das características do material e do destino; não há um valor ou prazo único que se aplique a toda postagem. A modalidade básica, quando disponível para o envio, também está sujeita às condições definidas pela empresa para o produto contratado.

Em períodos eleitorais, a distribuição postal é uma das formas pelas quais campanhas podem fazer chegar material impresso aos eleitores. A atuação dos Correios como prestadora do serviço não transforma a empresa em responsável pela mensagem política, embora a postagem e o conteúdo tenham de respeitar as normas eleitorais.

Para entender

Mala Direta
Serviço postal dos Correios para distribuir materiais impressos, como folhetos, catálogos, ofertas e convites. Conforme a modalidade contratada, a entrega pode ser dirigida a pessoas ou endereços identificados ou feita em residências de uma área.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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