Convergência Brasil apoia Flávio Bolsonaro e cobra metas fiscais
Manifesto critica a política fiscal de Lula e pede metas quantificadas, transparência em indicações e compromissos sobre gastos para 2027.
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O movimento Convergência Brasil declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e criticou a política fiscal do governo Lula. O manifesto cita aumento da carga tributária e da dívida pública e cobra metas fiscais quantificadas, transparência em indicações e garantias à liberdade de expressão. A entidade diz que acompanhará os compromissos, qualquer que seja o resultado eleitoral.
O movimento Convergência Brasil declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência e defendeu mudanças na política fiscal do governo Lula (PT), em manifesto divulgado neste sábado (17). O documento afirma que a disputa eleitoral deve se concentrar nos projetos dos candidatos, e não em alertas sobre riscos à democracia associados a uma eventual vitória do senador.
A entidade diz reunir mais de 265 mil signatários, entre empresários, juristas, economistas e representantes de diferentes setores. Embora se defina como apartidário, o movimento afirma que o apoio decorre da avaliação de que as propostas de Flávio estão mais próximas de seus compromissos. O texto se intitula “Eleições devem ser decididas por projetos, não pelo medo”.
Na avaliação do grupo, a gestão federal ampliou a carga tributária e a dívida pública e recorreu a benefícios fiscais e crédito subsidiado. O manifesto aponta que a carga tributária bruta chegou a 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, maior proporção da série do Tesouro Nacional, iniciada em 2010. Já a dívida bruta alcançou 82,9% do PIB em agosto de 2026, o maior nível desde 2021.
O movimento estima em mais de R$ 350 bilhões as medidas criadas ou ampliadas neste ano eleitoral envolvendo crédito subsidiado, benefícios e renúncias fiscais. Segundo o documento, 94% dos benefícios anunciados até meados de 2026 ficaram fora do limite de gastos do arcabouço fiscal, conjunto de regras que estabelece limites para as despesas do governo. A taxa de investimento, por sua vez, foi de 16,8% do PIB em 2025, percentual que o grupo considera insuficiente para sustentar o crescimento.
O presidente do Convergência Brasil, Luís Felipe Teixeira do Amaral, afirmou que o país tem Constituição, Congresso independente, Judiciário com poderes de controle e imprensa livre. “Ao mesmo tempo, não podemos ignorar os problemas concretos das contas públicas, do investimento e da segurança jurídica”, declarou.
Entre as propostas associadas a Flávio, o manifesto cita a busca por superávits primários duradouros — quando as receitas superam as despesas, sem contar os juros da dívida —, a estabilização e redução do endividamento, o corte de pelo menos dez ministérios e a retomada das privatizações. Também defende reduzir exceções à reforma tributária para baixar a alíquota.
O apoio não significa aprovação antecipada de todas as decisões de um eventual governo, ressalva o movimento. A entidade cobra metas fiscais quantificadas, incluindo estimativas de economia com cortes de gastos e a definição do resultado primário pretendido para 2027, sem novas exceções ao arcabouço. Também exige transparência nas indicações a tribunais superiores e agências reguladoras e garantias à liberdade de expressão. O manifesto afirma que o grupo acompanhará e cobrará publicamente esses compromissos, qualquer que seja o resultado eleitoral.