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Quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Carla Bruni relata medo de recaída após câncer de mama

No documentário exibido pelo canal francês M6, a cantora conta que concluiu a terapia hormonal e defende a mamografia para detectar a doença cedo.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Carla Bruni em um retrato em ambiente tranquilo Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Carla Bruni em um retrato em ambiente tranquilo
Resumo em 30 segundos

Carla Bruni contou em um documentário francês que recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 2019 e teme uma recaída, embora diga que provavelmente está curada. A cantora revelou que passou por cirurgia e terapia hormonal, sem quimioterapia, e atribui a detecção precoce à realização de mamografias.

Carla Bruni contou no documentário “Cancer: la vie devant” que recebeu o diagnóstico de câncer de mama em 2019 e teme uma recaída, apesar de dizer que provavelmente está curada. A produção estreou na terça-feira (3) no canal francês M6 e reúne relatos de pacientes e personalidades sobre a doença. Bruni, de 58 anos, é cantora, ex-supermodelo e mulher do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy.

“Já se passaram seis anos desde o meu diagnóstico de câncer (...). Acabei de terminar a terapia hormonal; agora provavelmente estou curada, mas estou com medo. Tenho medo de metástases, tenho medo de recaídas”, afirma ela no filme. O depoimento foi gravado para a produção dirigida por Juliette Paquin, que propõe tratar o câncer sem recorrer ao sentimentalismo ou a uma abordagem trágica.

Bruni revelou publicamente a doença em 2023, em uma publicação no Instagram feita durante o Outubro Rosa. Antes disso, havia mantido o diagnóstico em privado. Em outubro de 2019, após uma biópsia, ela foi diagnosticada com câncer de mama hormônio-dependente, segundo seu relato no documentário.

A cantora diz que não entrou em pânico quando os médicos recomendaram a biópsia. Ela atribui o diagnóstico em estágio inicial à realização de mamografias e afirma que passou por uma cirurgia pequena, sem perder a mama, e não precisou de quimioterapia. “Não tenham medo de fazer o teste”, diz, ao defender a detecção precoce.

A mamografia é um exame de imagem usado para identificar alterações nas mamas e pode detectar tumores antes que sejam percebidos por sinais ou sintomas. O rastreamento regular é uma das formas de encontrar a doença em fase inicial. Na França, o programa citado na reportagem tem como público-alvo mulheres de 50 a 74 anos, orientadas a fazer o exame a cada dois anos.

No documentário, Bruni também descreve mudanças que fez depois do diagnóstico. Ela diz que alterou a alimentação, passou a comer menos e em horários definidos e incorporou mais exercícios à rotina. A artista explica que procurou não se sentir à mercê da doença e que passou a encará-la como um impulso para rever aspectos da própria vida.

“É uma mensagem que meu corpo está me enviando”, afirma. Bruni diz que considerou a possibilidade de haver algo emocional ou ligado ao estilo de vida que não estivesse funcionando e que iniciou um caminho que, segundo ela, talvez não tivesse seguido sem o câncer. O relato é apresentado como a interpretação pessoal da cantora, não como uma explicação médica para a origem da doença.

O tratamento hormonal, usado em alguns casos de câncer de mama hormônio-dependente para reduzir a ação de hormônios que podem favorecer o crescimento de células tumorais, foi parte do tratamento de Bruni. Ela conta que sofreu com efeitos como insônia e suor intenso no primeiro ano, mas depois passou a entender a terapia como uma forma de combater possíveis células cancerosas.

A produção também inclui depoimentos da atriz e cantora Clémentine Célarié e de Yaël Braun-Pivet, presidente da Assembleia Nacional Francesa, além de pessoas sem fama. Ao fim de sua participação, Bruni diz que tenta não viver com medo e resume sua forma de lidar com a incerteza: “Por exemplo, agora mesmo, enquanto converso com você, não estou com medo. Então, a vida é sobre o presente”.

Fontes: O Globo

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