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Quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Argentina pode entrar em recessão técnica em 2026, diz BTG

O índice de atividade econômica avançou 0,1% em agosto, e o banco calcula que nem uma alta de 1,6% em setembro evitaria a queda no trimestre.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rua do centro financeiro de Buenos Aires em um dia nublado, com a bandeira argentina ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rua do centro financeiro de Buenos Aires em um dia nublado, com a bandeira argentina ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Relatório do BTG Pactual avalia que a Argentina pode ter recessão técnica em 2026, apesar de uma possível melhora da atividade no fim do ano. O banco projeta que uma base de comparação baixa, obras públicas, crédito e recursos naturais podem favorecer o crescimento em 2027. O cenário também entrou no debate eleitoral brasileiro.

Um relatório do BTG Pactual divulgado na quarta-feira (21) afirma que a Argentina pode registrar uma recessão técnica em 2026, apesar de uma possível melhora da atividade nos últimos meses do ano. O cenário econômico ganhou relevância no debate eleitoral brasileiro depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aproximou sua imagem da do presidente argentino, Javier Milei, e sinalizou que poderia adotar medidas de corte de gastos no Brasil.

O índice de atividade econômica argentino avançou 0,1% em agosto, na comparação com julho, abaixo do que os analistas do banco esperavam. Eles projetavam uma recuperação de até 1%, após o resultado de julho, que o relatório classificou como muito ruim.

A recessão técnica ocorre quando o Produto Interno Bruto (PIB) apresenta queda por dois trimestres consecutivos. Segundo o BTG, mesmo um crescimento de 1,6% em setembro não impediria esse resultado no trimestre: a variação ainda seria negativa em 2,3%.

O banco avalia que, mesmo com crescimento de 1% no quarto trimestre, 2026 poderia ser considerado um “ano perdido” para a atividade. A análise, porém, é menos pessimista para o ano seguinte: uma base de comparação baixa pode favorecer o crescimento em 2027.

Caso a economia avance 1% em 2026, a herança estatística para o ano seguinte seria de 2,8%, segundo o relatório. O BTG também aponta como possíveis apoios às projeções a retomada de obras públicas e a expansão moderada do crédito, além da atividade no setor de recursos naturais.

A aproximação política entre Flávio e Milei tornou o desempenho argentino um tema da campanha presidencial brasileira. No início da disputa, o senador posou com uma tesoura para indicar que cortaria gastos públicos, em referência à motosserra associada à campanha vitoriosa do presidente argentino.

Durante debate na TV Bandeirantes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perguntou a Flávio se ele adotaria no Brasil o modelo econômico da Argentina. O senador não respondeu diretamente e criticou Lula, mencionando a relação do presidente brasileiro com o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

O cenário descrito pelo BTG se refere à atividade econômica, não necessariamente a uma contração anual do PIB. A expressão “recessão técnica” designa especificamente a sequência de dois trimestres negativos; por isso, pode coexistir com crescimento no conjunto do ano, dependendo dos resultados dos demais períodos.

Fontes: Estadão, Zero Hora

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