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Terça-feira, 13 de outubro de 2026

André Janones liga suspensão do Exército do Lula à escala 6x1

O deputado afirma que o canal no WhatsApp pode ficar fora do ar por até 48 horas durante a votação e diz que recorrerá se isso ocorrer.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular com aplicativo de mensagens sobre uma mesa em ambiente institucional. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular com aplicativo de mensagens sobre uma mesa em ambiente institucional.
Resumo em 30 segundos

André Janones relacionou a possibilidade de suspensão temporária do canal Exército do Lula, no WhatsApp, à votação sobre o fim da escala 6x1. O deputado afirmou que recorrerá se o canal ficar fora do ar. A disputa no TSE envolve decisões divergentes sobre o funcionamento do canal e as atribuições da Presidência e da Corregedoria.

O deputado federal André Janones (Rede-MG) relacionou a possibilidade de o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, ficar suspenso por até 48 horas à votação sobre o fim da escala 6x1. A declaração foi feita na Câmara dos Deputados, depois que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, autorizou o funcionamento do canal, mas manteve a possibilidade de interrupção temporária.

“Terminou de votar o fim da escala 6 por 1, aí eles autorizam o canal a voltar”, disse Janones. O deputado afirmou que recorrerá caso o canal seja suspenso durante esse período.

A legislação eleitoral prevê que canais informados à Justiça Eleitoral só podem ser usados pelas campanhas depois de 48 horas do registro no TSE. O “Exército do Lula” foi incluído entre os canais oficiais da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cadastrados no sistema eleitoral.

Janones também levantou a hipótese de que a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tenha influenciado a decisão de Nunes Marques. “Eu acredito que talvez exista uma litigância de má-fé da campanha do Flávio. Então, eu acredito que talvez, pela proximidade com o candidato, ele [Nunes Marques] tenha sido induzido”, afirmou.

O parlamentar disse que não pretende direcionar ataques ao ministro, ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou ao TSE. “Não esperem de mim ataques ao ministro Kassio Nunes Marques. Não esperem de mim ataques ao STF. Não esperem de mim ataques ao TSE. É isso que eles querem”, declarou.

A controvérsia envolve decisões diferentes dentro do TSE. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, havia determinado o restabelecimento do canal e indicado que o caso fosse levado ao plenário. Nunes Marques suspendeu essa ordem e sustentou que Cueva ultrapassou suas atribuições ao interferir em uma decisão administrativa da Presidência do tribunal. A disputa diz respeito aos limites das competências da Presidência e da Corregedoria e, até o momento descrito nas decisões, não havia sido encaminhada para análise do plenário.

A campanha de Flávio Bolsonaro abriu uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra Lula e Janones para pedir a retirada do canal, alegando que ele era usado para disseminar notícias falsas. Cueva solicitou informações aos denunciantes e deu cinco dias para Janones se manifestar, sem ordenar a suspensão naquele despacho. Depois, a campanha levou o pedido à Presidência do TSE, que determinou a interrupção do canal. Janones contestou a acusação e citou os 3,4 milhões de integrantes como testemunhas de que, segundo ele, não houve envio de notícias falsas.

O deputado também afirmou que o uso de grupos e canais de WhatsApp faz parte das estratégias de diferentes campanhas. Como exemplo, mencionou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), dizendo que ele mobiliza apoiadores pela plataforma desde a primeira eleição e que foi eleito em 2022 por meio de grupos no aplicativo.

Para entender

Ação de Investigação Judicial Eleitoral
É um instrumento da Justiça Eleitoral para apurar possíveis abusos ou irregularidades em campanhas. Pode levar à aplicação de sanções eleitorais quando as acusações são comprovadas, conforme as regras previstas na legislação.

Fontes: Valor Econômico, O Globo

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