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Domingo, 1 de novembro de 2026

Agentes dos EUA assumem parte do aeroporto de Puerto Iguazú

A operação teria facilitado a saída de Flávio Bolsonaro: ele cruzou a fronteira por terra e embarcou com a família em um jato rumo a Miami.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Jato privado na pista do aeroporto de Puerto Iguazú durante a noite. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Jato privado na pista do aeroporto de Puerto Iguazú durante a noite.
Resumo em 30 segundos

Agentes dos Estados Unidos teriam coordenado parte dos procedimentos no aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, para a partida de Flávio Bolsonaro e sua família. O grupo teria chegado por terra, vindo de Brasília, e embarcado em um jato privado com destino a Miami. O relato também descreve o uso de aeronaves alternativas.

Agentes dos Estados Unidos teriam assumido temporariamente o controle de parte do Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, na Argentina, para viabilizar a saída do senador Flávio Bolsonaro do país, segundo relato publicado pelo jornal argentino Clarín. A operação teria ocorrido na quarta-feira, com participação de integrantes do governo argentino e uso de aeronaves privadas, de acordo com o veículo.

O Clarín afirma que representantes americanos mantiveram à distância funcionários da Polícia de Segurança Aeroportuária, da imigração e da alfândega enquanto coordenavam os procedimentos para a partida. Entre os agentes dos EUA estaria um ex-integrante da agência antidrogas DEA. O presidente argentino, Javier Milei, teria pedido ao assessor Santiago Caputo que viajasse à província de Misiones para acompanhar a operação.

Segundo o relato, Flávio cruzou a fronteira por terra por volta das 22h30. Ele teria saído de Brasília de carro, em uma viagem de mais de mil quilômetros, depois que o proprietário de um avião privado desistiu de levá-lo à fronteira após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinava a entrega do passaporte. Seis carros teriam deixado a casa do senador para dificultar o acompanhamento do deslocamento.

A chegada ao aeroporto teria ocorrido por uma entrada reservada, com o veículo levando a família diretamente até um jato Gulfstream IV. A aeronave, de matrícula LV-JQW, teria permanecido no aeroporto desde a noite de segunda-feira até a decolagem, na madrugada de quarta. O grupo esperou cerca de 40 minutos antes de partir rumo a Miami.

O jornal argentino relata que ao menos quatro aviões privados foram considerados no plano, com rotas alternativas destinadas a confundir observadores. Um Learjet 45 teria pousado em Puerto Iguazú 12 horas antes da chegada do senador e retornado a Buenos Aires. Outras duas aeronaves também teriam feito viagens entre Misiones e a Flórida no período.

Puerto Iguazú fica na província de Misiones, perto da fronteira com o Brasil e o Paraguai. O aeroporto é identificado pela sigla IGR e atende a cidade argentina próxima às Cataratas do Iguaçu, conhecida internacionalmente como Iguazú Falls. O relato não detalha quais aeronaves, além do Gulfstream IV, foram usadas para transportar integrantes da família nem informa o horário exato da partida para Miami.

Fontes: O Globo

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