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Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Xi Jinping pede retomada segura da navegação no Estreito de Ormuz

A declaração conjunta com Omã também pede que Estados Unidos e Irã retomem o diálogo e voltem ao acordo de junho para encerrar a guerra.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Xi Jinping e o sultão de Omã em uma reunião diplomática em Pequim. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Xi Jinping e o sultão de Omã em uma reunião diplomática em Pequim.
Resumo em 30 segundos

Em reunião com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq al-Said, Xi Jinping defendeu que o Oriente Médio não seja palco de disputas entre grandes potências. Os dois países pediram a retomada segura da navegação no Estreito de Ormuz e uma saída pacífica para a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O presidente da China, Xi Jinping, afirmou nesta segunda-feira (2), em Pequim, que o Oriente Médio e a região do Golfo não devem se tornar palco de disputas entre grandes potências. A declaração foi feita durante reunião com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq al-Said, em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que paralisou a navegação no Estreito de Ormuz.

Em comunicado sobre o encontro, o Ministério das Relações Exteriores da China informou que Xi defendeu a cooperação entre as partes para proteger a paz e a estabilidade na região. O presidente chinês também disse que seu país quer trabalhar com nações árabes e contribuir para solucionar os problemas de segurança no Oriente Médio.

Uma declaração conjunta de 20 pontos divulgada pelos dois países pede a retomada da navegação normal e segura pelo Estreito de Ormuz. O documento também exorta Estados Unidos e Irã a buscar uma saída pacífica, voltar ao acordo firmado em junho para encerrar o conflito e retomar o diálogo.

Com a passagem marítima paralisada, aumentaram os custos globais de energia e de transporte marítimo. O estreito é uma rota estratégica para o comércio de petróleo e outros produtos energéticos; por isso, interrupções na circulação podem afetar o abastecimento e os preços em diferentes países. O documento conjunto não detalha quando nem por quais medidas a navegação poderá ser retomada.

O encontro ocorreu durante a primeira visita de um chefe de Estado omanense à China desde que os dois países estabeleceram relações, em 1978. Haitham chegou a Pequim no domingo para uma viagem de dois dias e afirmou, segundo a mídia estatal de Omã, que seu governo valoriza as posições chinesas sobre temas da região.

O sultão disse que desenvolvimento e estabilidade estão ligados e defendeu um ambiente de segurança, respeito à soberania dos países e cumprimento do direito internacional. Também afirmou que as disputas devem ser resolvidas por meios pacíficos.

A China informou que Zhai Jun, seu enviado especial para o Oriente Médio, viajará neste mês ao Irã, a Omã e à Arábia Saudita. A iniciativa ocorre enquanto Pequim amplia seus esforços diplomáticos para ajudar a conter as tensões provocadas pela guerra.

Além da crise regional, os dois governos discutiram comércio e energia. Haitham disse que Omã está aberto a negociar um acordo bilateral preferencial de comércio e investimento. A China é o maior parceiro comercial omanense, e os países concordaram em aprofundar a cooperação em petróleo e gás natural e ampliar projetos em energia solar, eólica, transmissão e armazenamento de energia.

Para entender

Estreito de Ormuz
Passagem marítima entre o golfo Pérsico e o golfo de Omã, que dá acesso ao mar Arábico. É uma rota importante para o transporte internacional de petróleo e outros produtos energéticos, por isso interrupções na navegação podem afetar o abastecimento e os custos de transporte.

Fontes: Valor Econômico

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