Villard tem garrafas históricas roubadas em vinícola no Chile
Três vinícolas no Chile e na Itália tiveram garrafas de alto valor roubadas neste ano; os prejuízos incluem itens históricos sem preço de mercado.
Resumo em 30 segundos
Ladrões levaram vinhos avaliados em US$ 100 mil da vinícola Villard, no Chile, incluindo garrafas históricas. Na Itália, a Conterno Fantino perdeu três mil garrafas de barolo e a Banfi, 3.300 espumantes. As empresas suspeitam que os autores selecionaram rótulos premium; a Banfi acredita que a identificação das garrafas pode dificultar a revenda.
Três vinícolas do Chile e da Itália registraram roubos de garrafas de vinho neste ano. Os crimes atingiram rótulos premium e coleções históricas, com prejuízos financeiros estimados em até centenas de milhares de dólares e euros, além da perda de exemplares considerados insubstituíveis pelas empresas.
No início desta semana, ladrões invadiram a vinícola Villard, no vale de Casablanca, no Chile, e levaram garrafas avaliadas em US$ 100 mil. Entre elas estavam safras antigas de Tanagra, um tinto de syrah, e Arganat, um chardonnay.
Charles Villard, filho do fundador Thierry Villard e responsável atualmente pela vinícola, afirmou que parte das garrafas pertencia à biblioteca histórica da empresa e não estava à venda. A coleção documentava mais de 20 anos de colheitas e a evolução dos vinhos. Segundo ele, muitos exemplares não tinham mercado comercial, mas eram insubstituíveis para a família. A vinícola foi fundada em 1989.
Na semana anterior, a Conterno Fantino, no Piemonte, norte da Itália, comunicou o roubo de três mil garrafas de barolo. O prejuízo foi estimado em centenas de milhares de dólares. Os ladrões teriam chegado pelos vinhedos, usado empilhadeiras da propriedade para carregar os vinhos e levado duas vans da própria vinícola. Para evitar chamar a atenção, empurraram os veículos desligados para fora do local e só ligaram os motores na estrada.
Em junho, a vinícola Banfi, também na Itália, informou o desaparecimento de 3.300 garrafas de espumante Alta Langa. A empresa calculou a perda em 100 mil euros. Conhecida por produzir Brunello di Montalcino, a Banfi também elabora espumantes da denominação Alta Langa.
As três vinícolas avaliam que os autores sabiam quais rótulos procurar e escolheram produtos premium. Rodolfo Maralli, presidente da Banfi, disse à imprensa italiana acreditar que as garrafas podem ser identificadas, o que dificultaria a revenda.
O aumento de roubos de vinhos caros também remete a um caso ocorrido em 2010 na Borgonha, na França. Aubert de Villaine, coproprietário do vinhedo Romanée-Conti, recebeu uma ameaça anônima de contaminação das vinhas em troca de dinheiro. A polícia francesa solucionou o caso.
Quem é quem
- Vinícola Villard
- Vinícola chilena fundada em 1989 por Thierry Villard, localizada no vale de Casablanca. Produz rótulos como Tanagra e Arganat. Um roubo recente atingiu garrafas de sua biblioteca histórica, que reunia safras acumuladas ao longo de mais de 20 anos.
- Conterno Fantino
- Vinícola localizada em Monforte d’Alba, no Piemonte, norte da Itália, e reconhecida pela produção de barolo. A propriedade comunicou o roubo de três mil garrafas, retiradas com o uso de equipamentos e veículos da própria empresa.
- Banfi
- Vinícola italiana conhecida por seus tintos Brunello di Montalcino, produzidos na Toscana, e também por espumantes da denominação Alta Langa, no Piemonte. A empresa informou o roubo de 3.300 garrafas de espumante em junho.