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Sábado, 3 de outubro de 2026

Villard tem garrafas históricas roubadas em vinícola no Chile

Três vinícolas no Chile e na Itália tiveram garrafas de alto valor roubadas neste ano; os prejuízos incluem itens históricos sem preço de mercado.

Por Ricardo Vasconcelos 2 min de leitura
Adega com espaços vazios nas prateleiras após o roubo de garrafas de vinho. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Adega com espaços vazios nas prateleiras após o roubo de garrafas de vinho.
Resumo em 30 segundos

Ladrões levaram vinhos avaliados em US$ 100 mil da vinícola Villard, no Chile, incluindo garrafas históricas. Na Itália, a Conterno Fantino perdeu três mil garrafas de barolo e a Banfi, 3.300 espumantes. As empresas suspeitam que os autores selecionaram rótulos premium; a Banfi acredita que a identificação das garrafas pode dificultar a revenda.

Três vinícolas do Chile e da Itália registraram roubos de garrafas de vinho neste ano. Os crimes atingiram rótulos premium e coleções históricas, com prejuízos financeiros estimados em até centenas de milhares de dólares e euros, além da perda de exemplares considerados insubstituíveis pelas empresas.

No início desta semana, ladrões invadiram a vinícola Villard, no vale de Casablanca, no Chile, e levaram garrafas avaliadas em US$ 100 mil. Entre elas estavam safras antigas de Tanagra, um tinto de syrah, e Arganat, um chardonnay.

Charles Villard, filho do fundador Thierry Villard e responsável atualmente pela vinícola, afirmou que parte das garrafas pertencia à biblioteca histórica da empresa e não estava à venda. A coleção documentava mais de 20 anos de colheitas e a evolução dos vinhos. Segundo ele, muitos exemplares não tinham mercado comercial, mas eram insubstituíveis para a família. A vinícola foi fundada em 1989.

Na semana anterior, a Conterno Fantino, no Piemonte, norte da Itália, comunicou o roubo de três mil garrafas de barolo. O prejuízo foi estimado em centenas de milhares de dólares. Os ladrões teriam chegado pelos vinhedos, usado empilhadeiras da propriedade para carregar os vinhos e levado duas vans da própria vinícola. Para evitar chamar a atenção, empurraram os veículos desligados para fora do local e só ligaram os motores na estrada.

Em junho, a vinícola Banfi, também na Itália, informou o desaparecimento de 3.300 garrafas de espumante Alta Langa. A empresa calculou a perda em 100 mil euros. Conhecida por produzir Brunello di Montalcino, a Banfi também elabora espumantes da denominação Alta Langa.

As três vinícolas avaliam que os autores sabiam quais rótulos procurar e escolheram produtos premium. Rodolfo Maralli, presidente da Banfi, disse à imprensa italiana acreditar que as garrafas podem ser identificadas, o que dificultaria a revenda.

O aumento de roubos de vinhos caros também remete a um caso ocorrido em 2010 na Borgonha, na França. Aubert de Villaine, coproprietário do vinhedo Romanée-Conti, recebeu uma ameaça anônima de contaminação das vinhas em troca de dinheiro. A polícia francesa solucionou o caso.

Quem é quem

Vinícola Villard
Vinícola chilena fundada em 1989 por Thierry Villard, localizada no vale de Casablanca. Produz rótulos como Tanagra e Arganat. Um roubo recente atingiu garrafas de sua biblioteca histórica, que reunia safras acumuladas ao longo de mais de 20 anos.
Conterno Fantino
Vinícola localizada em Monforte d’Alba, no Piemonte, norte da Itália, e reconhecida pela produção de barolo. A propriedade comunicou o roubo de três mil garrafas, retiradas com o uso de equipamentos e veículos da própria empresa.
Banfi
Vinícola italiana conhecida por seus tintos Brunello di Montalcino, produzidos na Toscana, e também por espumantes da denominação Alta Langa, no Piemonte. A empresa informou o roubo de 3.300 garrafas de espumante em junho.

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