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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

TCU determina plano para corrigir falhas na Casa da Moeda

A estatal tem 60 dias para apresentar medidas com prazos, responsáveis e metas após auditoria apontar problemas em contratos, dívidas e processos judiciais.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Instalações industriais da Casa da Moeda do Brasil, com equipamentos de produção ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Instalações industriais da Casa da Moeda do Brasil, com equipamentos de produção ao fundo.
Resumo em 30 segundos

Auditoria do Tribunal de Contas da União identificou falhas na gestão de contratos, dívidas, estoques e processos judiciais da Casa da Moeda. A estatal deverá apresentar, em até 60 dias, um plano com prazos, responsáveis e metas para corrigir os problemas. A decisão não condena gestores por desvio de recursos.

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas na gestão da Casa da Moeda do Brasil em auditoria sobre contratos, dívidas, estoques e processos judiciais. O plenário do tribunal julgou o caso em 7 de outubro e determinou que a estatal apresente, em até 60 dias, um plano para corrigir os problemas apontados. A decisão foi tornada pública nesta quarta-feira, 14 de outubro.

A fiscalização examinou operações que somaram cerca de R$ 1,37 bilhão e avaliou o cumprimento da Lei das Estatais. O trabalho ocorreu entre abril e outubro de 2024 e foi relatado pelo ministro Walton Alencar Rodrigues. A Casa da Moeda é responsável pela produção de cédulas, moedas, passaportes e outros documentos de segurança.

Entre os pontos identificados estão dificuldades para medir a rentabilidade de algumas atividades e uma concentração da inadimplência em poucos devedores, sobretudo em contratos de longo prazo e de exportação. O tribunal também apontou que, em determinados segmentos, os custos de produção não são compatíveis com os preços de venda. A empresa teve lucro líquido de R$ 202,5 milhões em 2023, mas, segundo a auditoria, mantém atividades deficitárias.

A cobrança de valores em atraso pode exigir reservas para cobrir perdas e afetar a liquidez da estatal. O TCU também registrou problemas na gestão de estoques e na transparência de informações. Apesar das falhas, a auditoria considerou que a estrutura dos principais órgãos de governança da empresa está de acordo com as exigências legais.

Na área jurídica, foram constatadas normas desatualizadas, inconsistências nos registros e falta de um sistema apropriado para acompanhar ações cíveis, trabalhistas e tributárias. O tribunal apontou ainda falhas na estimativa de valores que a estatal poderá ter de pagar caso seja condenada.

A auditoria também analisou a venda e a doação de bens considerados sem utilidade para a empresa. Em três leilões, os editais não foram publicados no portal institucional, e não havia avaliações formais dos itens. O relatório, no entanto, não encontrou indícios de que os bens tenham sido vendidos por valores abaixo do mercado.

O plano exigido pelo TCU deverá estabelecer prazos, responsáveis e metas. O tribunal pretende acompanhar a execução das medidas para verificar se elas corrigem as deficiências. O relator também pediu que a estatal estruture uma gestão de riscos, com metodologia e ações para adaptar produtos e serviços às mudanças do setor.

A determinação busca aprimorar governança, transparência e eficiência administrativa; não é uma condenação de gestores por desvio de recursos.

Para entender

Casa da Moeda do Brasil
Empresa pública federal responsável pela produção de cédulas e moedas brasileiras, além de passaportes e outros documentos de segurança. Também presta serviços gráficos e de segurança a órgãos públicos e empresas.
Lei das Estatais
Lei federal que estabelece regras de governança, transparência, gestão de riscos e licitações para empresas públicas e sociedades de economia mista. Seu objetivo é aprimorar a administração e o controle dessas organizações.

Fontes: Gazeta do Povo

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