Republicanos mantém bancada de 41 deputados federais na Câmara
A legenda também terá a quarta maior bancada no Senado e conquistou os governos de São Paulo e Minas Gerais, enquanto vários candidatos evangélicos perderam disputas.
Resumo em 30 segundos
O Republicanos elegeu 41 deputados federais, mantendo o tamanho da bancada e a quinta posição entre as forças da Câmara. O partido também conquistou os governos de São Paulo e Minas Gerais e terá a quarta bancada no Senado. Candidatos ligados à Universal, à Igreja Internacional da Graça e ao Ministério de Madureira tiveram derrotas.
O Republicanos elegeu 41 deputados federais e manteve o tamanho da bancada na Câmara, após as eleições de 2026. A legenda seguirá como a quinta maior força da Casa e também terá a quarta bancada de senadores do Congresso, considerando os eleitos em 2022 e 2026. O partido conquistou ainda os governos de São Paulo, com Tarcísio de Freitas, e de Minas Gerais, com Cleitinho Azevedo.
Os resultados mostram que, apesar de derrotas de candidatos apoiados por líderes evangélicos, partidos e representantes ligados a igrejas mantiveram presença política. O Republicanos tem ligação histórica com a Igreja Universal do Reino de Deus, liderada por Edir Macedo. A sigla também ocupa espaço no Senado e venceu disputas para governos estaduais nos dois maiores colégios eleitorais do país.
Na Universal, a campanha priorizou a eleição de representantes para o Legislativo. A denominação manteve maior distância da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), depois de ter apoiado Jair Bolsonaro nas eleições de 2018 e 2022. Bispos chamaram candidatos respaldados pela igreja de “Neemias”, em referência ao personagem bíblico associado à reconstrução dos muros de Jerusalém. A estratégia buscava eleger parlamentares que defendessem pautas da denominação e a liberdade religiosa.
Entre os nomes destacados pela igreja, Daniel Librelon foi eleito. Carlos Macedo, no Rio, e Rogéria Santos, na Bahia, não conquistaram mandato. Em São Paulo, Edna Macedo, irmã de Edir Macedo, não se reelegeu deputada estadual. Marcelo Crivella (Republicanos), ex-bispo da Universal e sobrinho do líder religioso, ficou em sexto lugar na disputa pelo Senado no Rio, com menos de 4% dos votos.
Também não foram eleitos os quatro filhos de R.R. Soares que concorreram a cargos legislativos. Marcos R.R. Soares e David R.R. Soares disputaram vagas na Câmara dos Deputados, enquanto Filipe R.R. Soares e Daniel Soares concorreram a cadeiras nas assembleias legislativas do Rio e de São Paulo. André R.R. Soares, primeiro suplente de Waguinho (Republicanos) na chapa ao Senado pelo Rio, também não chegará ao cargo, pois a candidatura não obteve uma das duas vagas.
Candidatos ligados ao Ministério de Madureira, ramo das Assembleias de Deus, também perderam disputas. Cezinha de Madureira (PL) não se reelegeu deputado federal, e Oseias de Madureira (PL) ficou sem mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo. Rogério de Madureira (PL), candidato à Câmara, e Elias de Madureira, que disputou uma vaga na assembleia paulista, também não foram eleitos. No Amazonas, Silas Câmara (Republicanos), ligado à Assembleia de Deus, não renovou o mandato de deputado federal.