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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Renan Santos prevê que Missão eleja Kim Kataguiri e Rafa Minato

Após o primeiro turno, o candidato afirmou que a sigla não deve superar a cláusula de barreira; ele recebeu 2,24% dos votos para presidente.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Candidato fala diante de um microfone durante uma transmissão ao vivo em um escritório de campanha. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Candidato fala diante de um microfone durante uma transmissão ao vivo em um escritório de campanha.
Resumo em 30 segundos

Renan Santos disse que o Missão deve eleger apenas Kim Kataguiri para a Câmara e Rafa Minato para a Assembleia Legislativa de São Paulo. O candidato avaliou o resultado como pior do que o esperado e afirmou que a legenda não deve cumprir a cláusula de barreira. Ele recebeu 2,24% dos votos para presidente, cerca de 2,67 milhões.

Renan Santos, candidato do Missão à Presidência, afirmou que o partido deve eleger apenas Kim Kataguiri para a Câmara dos Deputados e Rafa Minato para a Assembleia Legislativa de São Paulo. Em transmissão ao vivo neste domingo, 4 de outubro, após o primeiro turno, ele disse que a legenda não deve cumprir a cláusula de barreira e avaliou o resultado como pior do que o esperado.

“Provavelmente nós faremos apenas o Kim [Kataguiri] federal e o [Rafa] Minato estadual. Nos outros Estados não vamos conseguir nada”, afirmou Santos. A projeção representa um recuo em relação à expectativa anterior do partido, que era conquistar oito cadeiras na Câmara: quatro no Sudeste, duas no Sul e duas no Nordeste.

A cláusula de barreira, também chamada de cláusula de desempenho, define requisitos mínimos para que partidos tenham acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda no rádio e na televisão. Para superá-la em 2026, uma sigla precisa obter pelo menos 2,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos por nove Estados, com no mínimo 1,5% em cada um; ou eleger ao menos 13 deputados federais em pelo menos nove Estados.

Santos recebeu 2,24% dos votos para presidente, o equivalente a 2,67 milhões, e ficou em quarto lugar no primeiro turno. Ele disse estar orgulhoso dos candidatos do Missão e atribuiu o desempenho à falta de recursos e à experiência limitada da equipe. “Fizemos o máximo que dava para fazer, com o mínimo de recursos”, declarou.

O candidato também comentou a disputa presidencial e afirmou que os votos se concentraram de forma expressiva em nomes do Partido Liberal (PL). Na avaliação dele, a legenda ampliará sua presença na Câmara e concentrará mais poder. Santos estimou que o PL terá mais de 120 deputados federais e comparou a disputa política brasileira a um sistema com dois grandes partidos.

Em outra declaração, Santos disse que não votaria em Flávio Bolsonaro nem em Luiz Inácio Lula da Silva, a quem chamou de “bandido”. A afirmação é uma acusação feita pelo candidato. Ele também classificou o resultado geral como “devastador”, mas ressaltou que sua avaliação não se referia apenas ao desempenho do Missão.

Santos destacou ainda que terminou à frente de Ronaldo Caiado, do PSD, e Romeu Zema, do Novo, ambos ex-governadores e candidatos à Presidência. Caiado ficou em quinto lugar, e Zema, em sexto, segundo os resultados citados por Santos.

Para entender

Cláusula de barreira
Também chamada de cláusula de desempenho, é uma regra que estabelece requisitos mínimos para que partidos tenham acesso a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão.

Fontes: Valor Econômico

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