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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Rafael Fonteles assume coordenação da comunicação da campanha de Lula

O governador do Piauí passa a atuar ao lado da equipe de Sidônio Palmeira no segundo turno, após Lula terminar a primeira etapa atrás de Flávio Bolsonaro.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rafael Fonteles conversa com integrantes de uma equipe em uma sala de planejamento. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rafael Fonteles conversa com integrantes de uma equipe em uma sala de planejamento.
Resumo em 30 segundos

Rafael Fonteles passou a integrar a coordenação da comunicação da campanha de Lula no segundo turno, ao lado da equipe de Sidônio Palmeira. A estratégia combinará propostas e críticas ao adversário, além de ampliar o uso de vídeos para redes sociais. A equipe também incorporou novos nomes e busca alianças regionais.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), passou a integrar a coordenação da comunicação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva para o segundo turno da eleição presidencial, ao lado da equipe do ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira. A mudança foi definida depois de o presidente terminar o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL), que obteve a maior votação entre os dois candidatos.

Fonteles já vinha aconselhando Lula sobre a estratégia digital e o convenceu a gravar vídeos em formato de selfie para as redes sociais. O presidente, que resistia a falar diretamente para a câmera do celular, publicou vários vídeos com linguagem mais próxima dos formatos usados em plataformas como Instagram e TikTok.

A nova comunicação combinará propostas para o futuro com críticas ao adversário. Ao slogan “Brasil pronto pra mais”, usado na primeira etapa da campanha, será acrescentado “Não troque o certo pelo perigoso”, frase que faz referência a Flávio. Entre os temas que Lula tem destacado estão o fim da escala de trabalho 6x1 e a ampliação da atuação federal no combate ao crime organizado, proposta em tramitação no Senado.

A mudança também alcança a imagem do presidente. Lula deixou de usar o chapéu Panamá, que havia mantido até na foto da urna eletrônica, apesar de Sidônio ter alertado que o acessório poderia fazê-lo parecer mais velho. A avaliação do ministro se baseou em pesquisas qualitativas, que buscam identificar impressões e reações de eleitores, sem medir diretamente a intenção de voto.

O resultado do primeiro turno provocou cobranças internas sobre a estratégia petista. Em reunião com aliados na quarta-feira, Lula disse que a campanha ficou aquém do que poderia ter sido e a classificou como a menos organizada de que participou desde 1989. O trecho foi transmitido acidentalmente pelo canal do PT no YouTube.

Nos bastidores, integrantes do partido defenderam que Flávio deveria ter sido associado mais cedo a temas como o caso das rachadinhas, a relação com milicianos e o Banco Master. Também avaliaram que a campanha de Lula se manteve distante do cotidiano dos eleitores, enquanto o adversário abordou assuntos como o custo das compras de supermercado. Essas críticas foram feitas por aliados durante as discussões internas.

O publicitário Raul Rabelo continua responsável pelos programas de rádio e televisão da campanha, função que exerceu também na eleição de 2022. Otávio Antunes, que já participou de outras campanhas petistas e cuidou da propaganda de Fernando Haddad para o governo de São Paulo, foi incorporado à equipe.

A coordenação-geral também foi ampliada. O presidente do PT, Edinho Silva, terá ao seu lado o senador Camilo Santana, líder do partido no Senado, que ficará encarregado da articulação política e da busca por apoios. O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, eleito senador pela Bahia, participará da elaboração dos roteiros do segundo turno e acompanhará Lula nas viagens.

O PT tenta ampliar alianças nos estados, embora a maior parte do Centrão já tenha declarado apoio a Flávio. Entre os nomes que a campanha busca aproximar está a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), reeleita no primeiro turno. Ela ainda demonstra insatisfação com Lula por ele ter manifestado preferência pelo ex-prefeito João Campos (PSB), adversário dela na disputa estadual.

A aposta em Fonteles também se apoia no resultado eleitoral do governador no Piauí: ele foi reeleito com 70,90% dos votos, e Lula recebeu 70,99% no estado, contra 24,09% de Flávio. Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira apontou o senador com 52% dos votos válidos e o presidente com 48% em uma simulação de segundo turno. Votos válidos são os dados aos candidatos, sem contar brancos e nulos.

A campanha também trabalha para evitar desânimo entre apoiadores diante do levantamento. Em encontro com militantes em Brasília, Gilberto Carvalho, um dos coordenadores, pediu que não se deixassem intimidar e afirmou que a vitória poderia ser construída a partir daquela etapa.

Fontes: Estadão, Folha de S.Paulo

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