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Sábado, 10 de outubro de 2026

Movimento Cockroach Janta Party protesta contra revisão eleitoral na Índia

Mais de mil pessoas foram detidas em Nova Déli, e policiais ficaram feridos durante a ação para impedir o ato deste sábado contra a exclusão de eleitores.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Policiais fazem barreira diante de manifestantes em uma rua de Nova Déli. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Policiais fazem barreira diante de manifestantes em uma rua de Nova Déli.
Resumo em 30 segundos

O protesto do Cockroach Janta Party em Nova Déli contestava a revisão das listas eleitorais e pedia a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral. Mais de mil pessoas foram detidas, policiais ficaram feridos e manifestantes também se machucaram. O movimento afirma que a revisão pode excluir eleitores; a comissão nega irregularidades.

Mais de mil pessoas foram detidas e policiais ficaram feridos durante a tentativa de impedir um protesto do Cockroach Janta Party, movimento estudantil conhecido como “Partido do Povo das Baratas”, neste sábado (10), em Nova Déli, na Índia. A manifestação criticava a exclusão de eleitores das listas de votação e pedia a renúncia do presidente da Comissão Eleitoral, órgão responsável pelos cadastros de votantes.

A polícia mobilizou mais de 30 mil agentes e prendeu líderes do grupo antes que chegassem ao ato. Entre eles estava o fundador, Abhijeet Dipke, jornalista de 31 anos, detido dentro de um avião ao desembarcar na capital. Dois outros porta-vozes também foram presos, segundo o movimento.

A manifestação não havia sido autorizada. As autoridades bloquearam possíveis locais de concentração e usaram alto-falantes para advertir contra aglomerações. Apesar das barreiras, um grupo de participantes avançou sobre uma delas e atirou pedras contra policiais, segundo a polícia. Manifestantes também ficaram feridos; um homem apareceu com a cabeça sangrando dentro de um furgão, enquanto pessoas pediam uma ambulância.

O porta-voz do movimento Ajinkya Shinde convocou os apoiadores a continuarem a manifestação nos locais onde fossem detidos. Dipke, ao ser levado pela polícia, disse: “Nem Indira Gandhi fez isso”, em referência à ex-primeira-ministra que governou durante o estado de emergência nos anos 1970.

O Cockroach Janta Party não é um partido político formal. O nome surgiu em maio, depois que o presidente da Suprema Corte, Surya Kant, foi acusado de comparar jovens desempregados a baratas. Dipke respondeu nas redes sociais: “E se todas as baratas se unirem?”.

O grupo ganhou projeção em protestos relacionados ao vazamento de uma prova de ingresso em cursos de Medicina, que afetou mais de 2 milhões de candidatos. A pressão dos atos levou à renúncia do ministro da Educação, em julho. Agora, o movimento e partidos de esquerda contestam a revisão das listas eleitorais, acusada por opositores de retirar eleitores sem justificativa e favorecer o governo do primeiro-ministro Narendra Modi.

A revisão começou no ano passado e tem como objetivo oficial retirar registros duplicados, de pessoas mortas ou fraudulentos. Opositores e organizações civis afirmam que o processo pode excluir minorias, incluindo muçulmanos; a Comissão Eleitoral nega irregularidades. Um porta-voz do governo chamou o protesto deste sábado de “fracasso” e acusou “algumas forças anárquicas” de tentar “manter a Índia refém”.

Para entender

Cockroach Janta Party
Movimento estudantil indiano cujo nome pode ser traduzido como “Partido do Povo das Baratas”. O grupo não é um partido político formal. Surgiu após uma provocação atribuída ao presidente da Suprema Corte sobre jovens desempregados.
Comissão Eleitoral da Índia
Órgão responsável pela administração dos processos eleitorais no país, incluindo os registros de eleitores. A revisão desses cadastros é contestada por opositores, que afirmam que ela pode excluir pessoas sem justificativa; a comissão nega irregularidades.

Fontes: Gazeta do Povo, Estadão

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