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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

PRF não registra bloqueios em rodovias no primeiro turno das eleições

A corporação contabiliza cinco suspeitas de crimes eleitorais, incluindo transporte irregular de eleitores em ônibus abordados em Roraima e no Amazonas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Rodovia brasileira com veículos em circulação e uma viatura parada no acostamento. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Rodovia brasileira com veículos em circulação e uma viatura parada no acostamento.
Resumo em 30 segundos

A Polícia Rodoviária Federal afirma que não houve bloqueios totais nas rodovias durante o primeiro turno das eleições. Foram registradas cinco suspeitas de crimes eleitorais, entre elas dois casos de transporte irregular de eleitores. Paralisações parciais decorreram de um acidente com mortes no Ceará e da queda de uma árvore.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não registrou bloqueios em rodovias durante o primeiro turno das eleições, realizado neste domingo (4). A corporação contabilizou cinco suspeitas de crimes eleitorais nas estradas: três relacionadas a corrupção e compra de votos e duas a transporte irregular de eleitores.

Nos dois casos de transporte irregular, ônibus foram abordados e encaminhados à Polícia Federal para investigação. Um veículo levava 49 pessoas em Roraima; o outro, 26 passageiros no Amazonas. A suspeita é de que os eleitores estivessem sendo transportados para votar em um candidato específico.

A coordenadora de operações da PRF, Nádia Zilotti, afirmou que não houve interrupções totais nas rodovias. As duas paralisações parciais em estradas federais ocorreram por motivos não eleitorais: um acidente com mortes no Ceará e a queda de uma árvore.

O coordenador-geral de operações integradas do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, coronel Ronimar Jobim, declarou que nenhuma ocorrência prejudicou o deslocamento de eleitores em situação regular. Ele descreveu o pleito como tranquilo, quadro que, segundo afirmou, já era observado antes do encerramento da votação.

Questionada sobre a diferença em relação a 2022, quando blitzes da PRF dificultaram o deslocamento de eleitores em rodovias, sobretudo em áreas onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha apoio, Zilotti disse que a corporação mudou o foco desde 2023. Segundo ela, a prioridade passou a ser garantir a livre circulação de veículos.

Na eleição de 2022, as operações da PRF foram alvo de críticas depois de abordagens e bloqueios afetarem o trânsito em diferentes regiões. A atuação da corporação em operações eleitorais é relevante porque barreiras nas estradas podem interferir no acesso dos eleitores aos locais de votação; neste domingo, a PRF afirmou que não houve bloqueios totais.

A corporação também destacou uma apreensão feita no sábado (3), véspera da votação, em Rio Largo, Alagoas. Um homem foi preso com R$ 79,2 mil em dinheiro e cheques que somavam R$ 866 mil, quase R$ 1 milhão ao todo. A Polícia Federal investigará a origem e o destino dos valores, considerados pela PRF a maior quantia apreendida pela instituição.

Fontes: Valor Econômico

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