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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

PF ouve Galípolo, Campos Neto e André Esteves no caso Banco Master

A Polícia Federal marcou para a próxima semana depoimentos de quatro autoridades e executivos, todos convocados como testemunhas no inquérito sobre o Banco Master.

Por Ricardo Vasconcelos 2 min de leitura
Entrada do Banco Central em Brasília, com pessoas caminhando diante do edifício. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Entrada do Banco Central em Brasília, com pessoas caminhando diante do edifício.
Resumo em 30 segundos

A PF marcou para a próxima semana os depoimentos de Gabriel Galípolo, Roberto Campos Neto, André Esteves e Ailton de Aquino como testemunhas no inquérito da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de favorecimento ao Banco Master por servidores do BC. Os quatro não são investigados, segundo a matéria.

A Polícia Federal (PF) marcou para a próxima semana os depoimentos do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, do ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto, do acionista do BTG Pactual André Esteves e do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino. Os quatro serão ouvidos como testemunhas no inquérito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de favorecimento ao Banco Master por servidores da autoridade monetária. As datas podem mudar por solicitação das defesas.

Esteves deve depor na segunda-feira (5), Galípolo na terça-feira (6), Campos Neto na quarta-feira (7) e Aquino na quinta-feira (8). Segundo a matéria, nenhum deles é investigado ou suspeito de envolvimento em irregularidades.

A investigação apura se os servidores do BC Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana teriam atuado para beneficiar o Master enquanto fiscalizavam a instituição. Também examina suspeitas de que ambos receberam valores milionários do então dono do banco, Daniel Vorcaro. Os dois negam as acusações e já prestaram depoimento. Foram afastados do BC em março deste ano por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Novas informações reunidas durante a apuração levaram a PF a considerar necessários outros depoimentos de testemunhas. Em declaração à polícia em julho, Souza afirmou que Aquino teria sido omisso e recomendado que ele “jogasse parado” na fiscalização do Master em 2024. Souza também disse ter tomado conhecimento de suspeitas sobre o banco por meio de uma análise prévia realizada pelo BTG.

De acordo com o relato de Souza, o BC decidiu, em setembro de 2024, analisar carteiras do Master. Na ocasião, Galípolo aguardava sabatina no Congresso para assumir a presidência do Banco Central. Aquino teria dito a Souza: “Assim que o Gabriel Galípolo virar presidente, a gente vai resolver o problema do banco Master”. A preocupação naquele momento, conforme o depoimento, era o nível de provisionamento da carteira.

O BTG avaliava a possibilidade de comprar o Master, enquanto o BC buscava uma solução de mercado para o banco. Souza relatou que, em 29 de novembro de 2024, Aquino informou por telefone que o BTG havia identificado uma fraude de R$ 32 bilhões durante a análise dos números do Master.

Ainda segundo Souza, o BTG apresentou informações ao BC em São Paulo em 3 de dezembro de 2024. Participaram da reunião Souza, Aquino, o então diretor de Organização do Sistema Financeiro, Renato Brito, o diretor de Política Econômica, Diego Guillen, e Campos Neto, que presidia o BC na época.

Quem é quem

Banco Central do Brasil
Autoridade monetária brasileira responsável por funções como conduzir a política monetária e supervisionar instituições financeiras. Na notícia, servidores da instituição são alvo de investigação sobre possível atuação em favor do Banco Master.
BTG Pactual
Banco de investimentos brasileiro com atuação em diferentes áreas do mercado financeiro. Seu acionista André Esteves foi convocado como testemunha no inquérito que apura suspeitas relacionadas ao Banco Master.
Banco Master
Instituição financeira mencionada em investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de favorecimento por servidores do Banco Central. O inquérito também examina operações e informações relacionadas à fiscalização do banco.

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