PF cancela passaportes de Flávio Bolsonaro após prazo vencer
O senador não entregou os documentos no prazo de 24 horas determinado por Alexandre de Moraes; a PF busca confirmar se ele entrou na Argentina.
Resumo em 30 segundos
A Polícia Federal cancelou os passaportes oficial e diplomático de Flávio Bolsonaro após o senador não cumprir a ordem de entrega no prazo. A corporação vai comunicar o descumprimento a Alexandre de Moraes e acionou o Itamaraty para emitir um alerta internacional. Não há registro formal de saída do senador do Brasil, e sua possível entrada na Argentina não foi confirmada.
A Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes oficial e diplomático do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nesta terça-feira (27), após o parlamentar não entregar os documentos no prazo determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação também deve comunicar o descumprimento da ordem ao ministro e acionou o Ministério das Relações Exteriores para emitir um alerta internacional sobre os passaportes cancelados.
A decisão de Moraes estabeleceu que Flávio apresentasse os documentos em até 24 horas. O prazo terminou na manhã desta terça-feira. A PF informou que não identificou registros formais de saída do senador do Brasil e busca confirmar com autoridades argentinas se ele entrou no país vizinho.
A possibilidade de Flávio ter viajado à Argentina e seguido para os Estados Unidos foi divulgada pelo site argentino Infobae. A informação não foi confirmada oficialmente. A Direção Nacional de Migrações da Argentina declarou que não havia registro de entrada do senador, e a Casa Rosada informou que não foi apresentado plano de voo envolvendo a família Bolsonaro.
O Infobae relatou que um avião particular partiria de Puerto Iguazú, na Argentina, com destino a Miami. A aeronave permaneceu no aeroporto, e a viagem não ocorreu. Segundo informações divulgadas por veículos argentinos, a partida foi cancelada após um passageiro não se apresentar; autoridades argentinas também disseram que iniciaram procedimentos de fiscalização do avião e da tripulação.
O coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou que o parlamentar tenha deixado o Brasil. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do senador, também classificou a notícia como falsa e disse que ela buscaria provocar medidas judiciais contra Flávio. Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que foi intimado pela PF quando se dirigia à casa do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Ele disse que também foi proibido de sair do país.
A ordem de Moraes ainda proibiu Flávio de manter contato com o advogado Willer Tomaz. Os dois são investigados no STF sob suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro. Tomaz está fora do país desde agosto, segundo a PF.
Paulo Figueiredo, empresário que não teve seu papel no caso detalhado, pediu nesta terça-feira que a imprensa pare de tentar contato com ele. Em publicação nas redes sociais, disse que não queria falar com jornalistas naquele momento e que entraria em contato caso tivesse algum posicionamento.