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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Papa Leão XIV diz que não há guerra santa e defende a paz

Em mensagem de vídeo ao encontro inter-religioso de Assis, que completa 40 anos, o pontífice pediu diálogo entre líderes religiosos e fiéis.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Líderes religiosos de diferentes tradições reunidos em um pátio histórico de Assis. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Líderes religiosos de diferentes tradições reunidos em um pátio histórico de Assis.
Resumo em 30 segundos

Leão XIV afirmou que guerras não podem ser travadas em nome de Deus e que somente a paz é sagrada. Em mensagem enviada ao encontro inter-religioso de Assis, na Itália, pediu que líderes religiosos promovam o diálogo. O papa não foi ao evento por recomendação médica, durante a recuperação de uma cirurgia torácica.

O papa Leão XIV condenou as guerras justificadas em nome da religião e afirmou que “não existe guerra santa: somente a paz é sagrada”. A declaração foi feita em uma mensagem de vídeo enviada nesta terça-feira ao encontro inter-religioso pela paz em Assis, na Itália, que marca 40 anos de sua criação. “A guerra nunca pode ser travada em nome de Deus”, disse o pontífice.

Leão XIV não participou presencialmente do evento. Ele cancelou a viagem por recomendação médica enquanto se recupera de uma cirurgia torácica realizada em 13 de outubro. O Vaticano comunicou a decisão em 23 de outubro e informou que o papa enviaria uma mensagem aos participantes.

Na gravação, o pontífice criticou a tendência de países recorrerem a conflitos armados e relacionou o aumento de arsenais à memória das guerras do século 20. Ao citar o Catecismo da Igreja Católica, observou que alguns consideram o acúmulo de armas uma forma de dissuadir adversários e garantir a paz, mas disse que essa lógica trai a memória de milhões de pessoas mortas.

O papa também pediu que os líderes religiosos rejeitem justificativas religiosas para a guerra e ajudem a promover o diálogo entre fiéis e na sociedade. “O caminho de Assis convoca os líderes religiosos a promover um clima de diálogo entre os fiéis e dentro da sociedade, para que a linguagem da arrogância dê lugar à linguagem da paz, da negociação e do entendimento”, afirmou.

O encontro foi instituído em 1986 por São João Paulo II como uma iniciativa de oração inter-religiosa pela paz, em meio à Guerra Fria. A cidade de Assis, na Itália, é associada a São Francisco de Assis, cuja mensagem de paz inspira a iniciativa. Neste ano, o evento também ocorre no contexto dos 800 anos da morte do santo.

Leão XIV homenageou São João Paulo II e pediu que os participantes mantenham vivo seu apelo à paz. Ao encerrar a mensagem, pediu que os presentes se tornem “instrumentos desarmados” da paz e citou o ensinamento cristão: “Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus”.

Desde que foi eleito, em 2025, o papa tem se manifestado contra a violência inspirada pela religião. Na homilia do Domingo de Ramos daquele ano, afirmou que Deus “não ouve as orações daqueles que fazem guerra”.

Para entender

Encontro de Assis
Iniciativa de oração inter-religiosa pela paz criada em 1986 por São João Paulo II. O encontro reúne representantes de diferentes religiões na cidade italiana de Assis, associada a São Francisco de Assis.

Fontes: Gazeta do Povo

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