Lorena Silva fica em 28º lugar na Bola de Ouro de 2026
A goleira da seleção brasileira também terminou em quinto lugar no Troféu Yashin e se tornou a primeira brasileira indicada à Bola de Ouro.
Resumo em 30 segundos
Lorena Silva ficou na 28ª posição da Bola de Ouro de 2026, empatada com Melvine Malard e Vivianne Miedema. A goleira do Kansas City Current também terminou em quinto lugar no Troféu Yashin. Primeira goleira brasileira indicada à premiação, ela disse que o reconhecimento a motiva a buscar o prêmio e ampliar a visibilidade da posição.
Lorena Silva terminou a votação da Bola de Ouro de 2026 na 28ª posição entre as melhores jogadoras do mundo, empatada com a francesa Melvine Malard e a holandesa Vivianne Miedema. A goleira brasileira também ficou em quinto lugar no Troféu Yashin, dedicado às arqueiras, e se tornou a primeira do país indicada à Bola de Ouro. A premiação já foi realizada; o resultado divulgado na terça-feira, 3 de novembro, não informa quem venceu.
Aos 29 anos, Lorena defende o Kansas City Current, dos Estados Unidos, e é titular da seleção brasileira. Ela celebrou a indicação como a concretização de um objetivo antigo e um reconhecimento que, em sua avaliação, pode ampliar a visibilidade da posição. “Agora é brigar para as próximas indicações, para que me escolham como a número um”, afirmou. A jogadora disse que a colocação a motiva a treinar mais, melhorar o desempenho e buscar o prêmio.
A lista final também marca a presença de Lorena entre as brasileiras reconhecidas na premiação. Ela foi a sexta jogadora do Brasil indicada, além de ser a primeira goleira do país a receber a nomeação. A Bola de Ouro premia a melhor jogadora do mundo; o Troféu Yashin tem uma categoria específica para goleiras. A quinta colocação nessa disputa reconhece o desempenho da brasileira entre as arqueiras avaliadas.
A temporada de Lorena nos Estados Unidos contribuiu para consolidar sua carreira. Em 2025, ela afirmou ter batido recordes e atuado em alto nível na National Women’s Soccer League (NWSL), principal liga profissional feminina do país. Segundo a goleira, a competição exige preparação física e mental constante, porque os times enfrentam atletas de seleções nacionais e há forte disputa por espaço.
A mudança para o Kansas também exigiu adaptação fora de campo. Lorena contou que chegou falando apenas expressões básicas em inglês e recebeu apoio de companheiras e integrantes da equipe, entre elas Bia e Debinha. Com o tempo, conseguiu se comunicar durante os jogos. A família também se adaptou à vida nos Estados Unidos, e o filho da goleira passou a frequentar a escola no país.
A trajetória recente da atleta inclui uma lesão em 2023, que a deixou fora da Copa do Mundo daquele ano. Ela relatou que a comissão técnica da seleção apoiou sua recuperação e a preparação para as Olimpíadas, inclusive no aspecto psicológico. O trabalho também ajudou a desenvolver um estilo de jogo em que a goleira atua mais adiantada e participa da construção das jogadas com os pés.
Lorena atribuiu parte de sua evolução à formação em categorias de base. Para ela, a preparação desde cedo permite desenvolver técnica e evita que jovens goleiras precisem saltar etapas ao se aproximarem do futebol profissional. A brasileira também apontou a capacitação de treinadores e a abertura a diferentes escolas de jogo como fatores que podem tornar as goleiras mais participativas e eficazes.
A Copa do Mundo feminina de 2027, que será disputada no Brasil, é outro horizonte para a seleção e para o desenvolvimento da modalidade. Lorena disse que espera estar entre as convocadas pelo técnico Arthur Elias, mas afirmou que prefere concentrar-se no trabalho diário. Ela também vê o torneio em casa como uma oportunidade para aproximar a torcida da equipe e incentivar meninas a praticar futebol.
Na avaliação da goleira, a competição pode deixar um legado de maior interesse e estrutura para o futebol feminino. Ela citou a ampliação de torneios de base, incluindo categorias sub-15 e sub-17, como parte das mudanças que vêm ocorrendo no país. Lorena afirmou que crianças já a procuram para dizer que escolheram jogar no gol depois de vê-la atuar, sinal de que a carreira no futebol passou a ser uma possibilidade mais concreta para meninas.