Justiça converte prisão de suspeito de manter ex e bebê reféns
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva neste sábado; a mulher relatou à polícia que sofreu violência sexual durante o cárcere.
Resumo em 30 segundos
Um homem de 29 anos foi preso em Votuporanga, no interior de São Paulo, após manter a ex-companheira e o filho de oito meses dentro de casa por cerca de seis horas, segundo o relato do caso. A mulher também afirmou que foi estuprada. Neste sábado, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
Um homem de 29 anos foi preso em flagrante na manhã de sexta-feira (16), em Votuporanga, no interior de São Paulo, suspeito de manter a ex-companheira e o filho do casal, de oito meses, em cárcere privado por cerca de seis horas. A mulher também relatou à polícia que foi estuprada durante o período em que ficou sob ameaça. Neste sábado (17), a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.
Segundo informações da Justiça, havia uma medida protetiva que proibia o homem de se aproximar ou manter contato com a ex-companheira. Ainda assim, ele entrou na casa dela por volta das 3h de sexta-feira, danificou câmeras de segurança e trancou o imóvel. Armado com uma faca, impediu que a mulher e o bebê saíssem e fez ameaças de morte, de acordo com o relato do caso.
Vizinhos perceberam a situação e chamaram a Polícia Militar. Os agentes chegaram por volta do meio-dia. A mulher apareceu inicialmente em uma fresta da janela e afirmou que estava sozinha na residência, mas os policiais notaram a movimentação de outra pessoa.
O homem levou a ex-companheira para um quarto e a ameaçou com a faca. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), unidade especializada da Polícia Militar em situações de alto risco, foi acionado e iniciou uma negociação. Após algumas horas, ele libertou a mulher e a criança e se entregou.
As vítimas foram levadas à Santa Casa de Votuporanga para atendimento médico. O caso foi registrado como violência doméstica, descumprimento de medida protetiva, sequestro, cárcere privado, ameaça, violência psicológica e estupro. A prisão preventiva mantém o investigado preso enquanto o processo segue, mas não representa uma condenação.
A mulher afirmou que sofreu violência sexual durante o cárcere. O homem foi encaminhado à delegacia de Votuporanga após a prisão. A medida protetiva é uma determinação judicial destinada a proteger a vítima e pode impor restrições de aproximação e contato; o descumprimento pode levar à prisão.