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Sábado, 17 de outubro de 2026

Justiça converte prisão de suspeito de manter ex e bebê reféns

A prisão em flagrante foi convertida em preventiva neste sábado; a mulher relatou à polícia que sofreu violência sexual durante o cárcere.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Casa em uma rua de Votuporanga com uma viatura policial estacionada nas proximidades. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Casa em uma rua de Votuporanga com uma viatura policial estacionada nas proximidades.
Resumo em 30 segundos

Um homem de 29 anos foi preso em Votuporanga, no interior de São Paulo, após manter a ex-companheira e o filho de oito meses dentro de casa por cerca de seis horas, segundo o relato do caso. A mulher também afirmou que foi estuprada. Neste sábado, a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Um homem de 29 anos foi preso em flagrante na manhã de sexta-feira (16), em Votuporanga, no interior de São Paulo, suspeito de manter a ex-companheira e o filho do casal, de oito meses, em cárcere privado por cerca de seis horas. A mulher também relatou à polícia que foi estuprada durante o período em que ficou sob ameaça. Neste sábado (17), a Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva.

Segundo informações da Justiça, havia uma medida protetiva que proibia o homem de se aproximar ou manter contato com a ex-companheira. Ainda assim, ele entrou na casa dela por volta das 3h de sexta-feira, danificou câmeras de segurança e trancou o imóvel. Armado com uma faca, impediu que a mulher e o bebê saíssem e fez ameaças de morte, de acordo com o relato do caso.

Vizinhos perceberam a situação e chamaram a Polícia Militar. Os agentes chegaram por volta do meio-dia. A mulher apareceu inicialmente em uma fresta da janela e afirmou que estava sozinha na residência, mas os policiais notaram a movimentação de outra pessoa.

O homem levou a ex-companheira para um quarto e a ameaçou com a faca. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), unidade especializada da Polícia Militar em situações de alto risco, foi acionado e iniciou uma negociação. Após algumas horas, ele libertou a mulher e a criança e se entregou.

As vítimas foram levadas à Santa Casa de Votuporanga para atendimento médico. O caso foi registrado como violência doméstica, descumprimento de medida protetiva, sequestro, cárcere privado, ameaça, violência psicológica e estupro. A prisão preventiva mantém o investigado preso enquanto o processo segue, mas não representa uma condenação.

A mulher afirmou que sofreu violência sexual durante o cárcere. O homem foi encaminhado à delegacia de Votuporanga após a prisão. A medida protetiva é uma determinação judicial destinada a proteger a vítima e pode impor restrições de aproximação e contato; o descumprimento pode levar à prisão.

Fontes: O Globo

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