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Terça-feira, 27 de outubro de 2026

Jovens enfrentam custo e desigualdades no uso de inteligência artificial

Levantamento com 329 brasileiros de 18 a 22 anos mostra que o custo da assinatura de IA é a principal barreira e aponta diferenças raciais e de gênero.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Jovens estudam juntos diante de um laptop em uma biblioteca. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Jovens estudam juntos diante de um laptop em uma biblioteca.
Resumo em 30 segundos

Pesquisa do Instituto Leapy aponta que 42% dos jovens consultados veem o custo das versões pagas como principal obstáculo para avançar no uso de IA. O levantamento também registra diferenças raciais e de gênero na frequência e nas tarefas realizadas. Apesar das preocupações, 80% esperam efeitos positivos da tecnologia no trabalho.

Uma pesquisa com 329 brasileiros de 18 a 22 anos identificou diferenças raciais e de gênero no uso de inteligência artificial (IA), além do preço das assinaturas pagas como principal barreira para aprofundar o aprendizado. O levantamento “Panorama: jovens e IA”, realizado pelo Instituto Leapy, também aponta que a maioria dos entrevistados espera mudanças positivas no trabalho com a tecnologia.

Entre os jovens brancos, 70% disseram usar IA diariamente. O percentual cai para 55% entre os jovens negros. Para Rodrigo Santos, psicólogo e professor da Leapy, a falta de políticas de inclusão pode fazer com que os ganhos associados à tecnologia se concentrem e limitar o acesso de pessoas negras a cargos mais bem remunerados.

O custo de versões avançadas foi apontado como o maior entrave para evoluir no uso das ferramentas por 42% dos participantes. Entre quem usa IA todos os dias, a proporção chega a 51,2%. Os dados não especificam o valor das assinaturas, mas indicam que o acesso a recursos pagos pesa mesmo entre usuários frequentes.

A frequência de uso diário é de 60,6% entre as mulheres e 67% entre os homens. A diferença aumenta quando a pesquisa considera tarefas técnicas avançadas, como programação: 58,4% dos homens usam IA para esse fim, ante 26,6% das mulheres. O levantamento também registra que mulheres têm 2,6 vezes mais medo de usar a tecnologia incorretamente.

O estudo relaciona essa disparidade a obstáculos históricos no setor de tecnologia. Segundo dados da Softex citados no levantamento, mulheres representam 19% dos especialistas da área. A diferença no uso de ferramentas para tarefas técnicas pode influenciar quem desenvolve habilidades valorizadas no mercado de trabalho.

Apesar das preocupações, 80% dos jovens consultados projetam efeitos positivos da IA no trabalho. Apenas 5% acreditam que a tecnologia eliminará em massa vagas de entrada nos próximos cinco anos. O levantamento não detalha quais funções devem mudar nem como essas transformações ocorreriam.

Na educação, 83% afirmam usar IA para estudar e compreender conteúdos escolares ou universitários. Além disso, 18% recorrem às ferramentas para desabafar, pedir conselhos ou buscar companhia. O relatório também afirma que a fluência em IA pode estar associada a um aumento salarial de até 56%, embora não apresente no texto os critérios desse cálculo.

Fontes: Estadão

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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