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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Jorge Jesus promete explicar publicamente desentendimento com Ronaldo

Piers Morgan diz que o técnico também pediu desculpas ao atacante e a Pedro Proença após divergência sobre o uso de Cristiano Ronaldo em Portugal.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Estádio de futebol vazio ao anoitecer, com um cachecol nas cores de Portugal sobre uma cadeira. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Estádio de futebol vazio ao anoitecer, com um cachecol nas cores de Portugal sobre uma cadeira.
Resumo em 30 segundos

Piers Morgan afirmou que Jorge Jesus pediu desculpas a Cristiano Ronaldo e ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, e prometeu explicar publicamente o desentendimento. O jornalista diz que havia garantias sobre a participação do atacante, enquanto Jesus declarou que Ronaldo sabia que não seria titular contra Noruega e Dinamarca. O jogador deixou a concentração em Copenhague.

Piers Morgan afirmou que Jorge Jesus prometeu pedir desculpas publicamente a Cristiano Ronaldo depois de um desentendimento sobre a participação do atacante na seleção portuguesa. Segundo o jornalista britânico, o treinador já havia se desculpado com Ronaldo e com Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), após o jogador deixar a concentração em Copenhague, na Dinamarca, na última semana.

As declarações foram feitas por Morgan no programa Football Uncensored. Amigo de Ronaldo, ele disse que o atleta recebeu garantias sobre como seria utilizado pela seleção e que esse compromisso influenciou sua decisão de continuar a carreira internacional.

De acordo com a versão apresentada por Morgan, o combinado previa que Ronaldo atuasse nos dois primeiros jogos da Liga das Nações e descansasse nos dois seguintes. O jornalista também afirmou que Jesus havia prometido ao atacante que ele ficaria em campo durante os 90 minutos contra o País de Gales, mas o substituiu aos 67.

Morgan disse que o treinador se comprometeu a explicar publicamente o episódio. “O treinador lhe pediu desculpa, pediu desculpa ao presidente (da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença), e disse que ia explicar, para o público, que aquilo não deveria ter acontecido”, relatou.

Na avaliação do jornalista, o incômodo de Ronaldo não seria simplesmente ficar no banco ou ser substituído. “Para ele (CR7), trata-se de uma questão de respeito: prometeram-lhe uma coisa, fizeram o oposto. O treinador continuou a ir para as conferências de imprensa dizer o oposto do que combinou no privado”, afirmou.

A versão de Morgan contrasta com as declarações públicas de Jesus. Em entrevista coletiva, o técnico disse que havia combinado com Ronaldo que ele não começaria as partidas contra Noruega e Dinamarca. Afirmou ainda que o jogador não se opôs ao plano e que suas decisões durante os jogos dependem do que considera melhor para a equipe.

“Criamos um plano e combinei com o Cris que não iniciaria os jogos da Noruega e da Dinamarca”, disse Jesus. Ele explicou que trabalhou com o atacante no Al-Nassr e que conhece as condições físicas do jogador. Também afirmou que Ronaldo costuma não treinar nos dois dias seguintes a partidas.

Jesus negou que houvesse uma crise na seleção e declarou que aplica as mesmas regras a todos os convocados. “O status não dá direitos diferentes a ninguém. No clube, quem manda é o presidente. Na equipe, quem manda sou eu”, afirmou.

A Federação Portuguesa de Futebol confirmou que Ronaldo deixou o estágio da seleção em Copenhague. O atacante tomou a decisão depois da coletiva de Jesus e de uma conversa com Pedro Proença. Em uma publicação nas redes sociais, disse que pretende revelar “no momento oportuno” as razões de sua saída e desejou boa sorte a Portugal e aos companheiros de equipe.

A saída ocorreu em meio à divergência sobre o papel de Ronaldo na equipe e ao futuro do jogador na seleção. Antes de deixar a concentração, ele saiu do Estádio Parken em uma van da federação e retornou ao hotel da delegação. A entidade informou que a preparação para os compromissos seguintes continuaria com os outros 24 jogadores convocados.

O episódio envolve versões diferentes sobre o que havia sido combinado. Jesus afirmou que Ronaldo sabia que não seria titular contra Noruega e Dinamarca; Morgan relatou garantias mais amplas sobre a participação do atacante, incluindo os dois primeiros jogos e os 90 minutos contra o País de Gales. Morgan também já havia contestado publicamente a declaração de Jesus de que não existia problema com o jogador.

Portugal havia vencido seus dois primeiros jogos, contra País de Gales e Noruega, sob o comando de Jesus. O próximo compromisso previsto era contra a Dinamarca, em Copenhague, pela Liga das Nações. Ronaldo, por sua vez, deixou em aberto seu futuro na seleção e disse que explicaria posteriormente os motivos de sua saída.

Fontes: O Globo, Estadão

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