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Domingo, 11 de outubro de 2026

Flávio cobra agilidade da Justiça Eleitoral contra conteúdos falsos

No mesmo domingo, o TSE suspendeu o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado por André Janones, a pedido da campanha do candidato.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Celular com uma tela genérica de canal de mensagens ao lado de materiais de campanha e uma bandeira do Brasil. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Celular com uma tela genérica de canal de mensagens ao lado de materiais de campanha e uma bandeira do Brasil.
Resumo em 30 segundos

Flávio Bolsonaro pediu mais rapidez da Justiça Eleitoral contra conteúdos que considera falsos e citou mensagens sobre suas propostas. No mesmo dia, o presidente do TSE determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, após solicitação da campanha. André Janones negou divulgar notícias falsas e disse que o espaço mobilizava eleitores.

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu neste domingo (11) mais rapidez da Justiça Eleitoral para agir contra conteúdos que considera falsos, durante um almoço com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e lideranças municipais, no centro da capital. No mesmo dia, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou a suspensão do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, a pedido da campanha de Flávio.

O canal é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e reúne mais de três milhões de inscritos, segundo uma das informações divulgadas sobre a decisão. A campanha de Flávio acusou Janones de usar o espaço para espalhar informações falsas sobre o candidato. Entre os conteúdos questionados estão afirmações de que ele reduziria aposentadorias ou retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Nunes Marques justificou a medida pela proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e pela possibilidade de circulação de conteúdos que o tribunal já havia considerado inverídicos. Na decisão, afirmou que a liberdade de expressão não autoriza ilícitos eleitorais e que a disseminação desses materiais pode afetar o equilíbrio da disputa. A ordem suspende o canal; não representa, por si só, uma conclusão sobre todas as acusações feitas pela campanha.

Flávio disse esperar que a Justiça Eleitoral seja “mais ágil” e citou como exemplo uma mensagem que, segundo ele, dizia que acabaria com “a luz do sol”. Também negou que pretenda eliminar benefícios sociais ou interromper o reajuste do salário mínimo. “Ninguém vai tocar em programas sociais. Eu vou só melhorar”, afirmou.

Janones rebateu a acusação de desinformação e disse que o canal tinha como objetivo mobilizar e orientar eleitores para o segundo turno. Em publicação nas redes sociais, afirmou que não havia divulgado notícias no espaço e que a iniciativa judicial era motivada por “medo”.

No encontro, Flávio pediu aos aliados que não tratem a eleição como decidida e cobrou esforço para trazer de volta eleitores que votaram nele no primeiro turno e conquistar indecisos. Tarcísio também pediu que prefeitos e vereadores atuem para reduzir a abstenção nas duas semanas finais da campanha. O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), sugeriu a distribuição de adesivos, a realização de bandeiraços e a reativação de comitês locais.

Flávio prometeu manter proximidade com os prefeitos e apresentou propostas para a segurança pública, incluindo a criação de mais de meio milhão de vagas em presídios, o aumento para oito anos da pena mínima para roubo de celular e o enquadramento de facções e milícias na legislação antiterrorismo.

Fontes: Folha de S.Paulo, Zero Hora, Gazeta do Povo

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