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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Flávio Bolsonaro aposta no Nordeste para vencer o segundo turno

Após o primeiro turno, o senador disse que quer convencer eleitores nordestinos e prometeu um governo inspirado na gestão de Jair Bolsonaro.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Candidato discursa a apoiadores diante de um mapa do Brasil com o Nordeste destacado. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Candidato discursa a apoiadores diante de um mapa do Brasil com o Nordeste destacado.
Resumo em 30 segundos

Em discurso a apoiadores em Brasília, Flávio Bolsonaro disse esperar vencer o segundo turno e atribuiu ao Nordeste papel decisivo na disputa. O senador criticou o governo Lula e afirmou que pretende fazer uma gestão inspirada na de seu pai. A campanha também prepara conversas com possíveis aliados e ajustes na comunicação.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na noite de domingo, 4, que espera vencer o segundo turno da eleição presidencial e atribuiu ao Nordeste um papel decisivo no resultado. Em um discurso a apoiadores reunidos em uma mansão no Lago Sul, em Brasília, ele criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que pretende fazer uma gestão inspirada na de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“É de lá que virá a nossa vitória”, declarou Flávio ao falar da região, que apareceu em vermelho no mapa eleitoral projetado no local, enquanto a maior parte do país estava marcada em azul. O senador afirmou que sua campanha reduziu a diferença em relação ao desempenho de eleições anteriores e disse querer convencer os eleitores nordestinos de que seu projeto é melhor que o do PT. Também declarou que eles estariam “escravizados” e que seu grupo iria “libertar eles”.

Os números da votação indicam recuo de Lula no Nordeste em comparação com 2022. O presidente teve 21,49 milhões de votos na região, equivalentes a 63,77% do total, ante 21,75 milhões e 66,76% quatro anos antes. A queda foi de 2,99 pontos percentuais. O desempenho também diminuiu nas demais regiões: no Norte, a redução foi de 2,44 pontos, e no Sudeste, de 2,95.

Em cerca de quatro minutos de fala, Flávio agradeceu à equipe de campanha e avaliou que Lula foi prejudicado por uma “fadiga de material”. O senador também mencionou R$ 350 milhões que, segundo ele, teriam sido gastos por seus adversários nas últimas semanas. Sobre um eventual governo, afirmou que seria “inspirado no governo do meu pai” e poderia ser ainda melhor, com a participação de pessoas que integraram a administração de 2019 a 2023 e de novos aliados.

A noite de apuração foi acompanhada por Flávio em uma mesa, diante de um notebook, enquanto observava os resultados do PL nos estados. Entre os resultados que surpreenderam a campanha, aliados apontaram o desempenho de Douglas Ruas, candidato do partido ao governo do Rio de Janeiro. Ele recebeu 49,27% dos votos, à frente do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), com 42,76%, apesar de monitoramentos internos terem indicado aproximação e até empate entre os dois.

A equipe de Flávio atribuiu parte do resultado ao desgaste da imagem de Lula. Um integrante da campanha afirmou que a avaliação negativa do governo aparece com frequência no monitoramento das redes sociais. Aliados também citaram a crise no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada a suspeitas de envolvimento de ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro, como um fator que teria favorecido o senador.

Flávio, porém, também foi associado ao caso conhecido como “Dark Horse”. Ele teria pedido R$ 134 milhões a Vorcaro para supostamente financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. A investigação e as suspeitas envolvendo o banqueiro e ministros do STF foram mencionadas por aliados ao explicar o ambiente político, mas não foram detalhadas no discurso do senador na celebração.

Antes das 22h, Flávio deixou o local para falar com a imprensa. Disse que quase havia vencido ainda no primeiro turno e declarou: “Está decretado o fim da era do PT”. Na segunda-feira, 5, ele deveria se reunir no fim da tarde com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para discutir a campanha da etapa seguinte.

O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), deve procurar outros candidatos para buscar apoio a Flávio. Os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD-GO) e Romeu Zema (Novo-MG) são considerados aliados possíveis; Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) sinalizaram neutralidade. A equipe completa voltaria a se reunir na terça-feira, com a previsão de manter o foco em temas como poder de compra e segurança pública, além de fazer ajustes na comunicação para o segundo turno.

Fontes: Estadão, Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo

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