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Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

FAB envia dois aviões KC-390 para combater queimadas no Amazonas

As aeronaves devem começar a operar na segunda-feira (12), enquanto Manaus enfrenta fumaça e qualidade do ar péssima em vários pontos da capital.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Avião de transporte lança água sobre uma área de floresta em chamas na Amazônia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Avião de transporte lança água sobre uma área de floresta em chamas na Amazônia.
Resumo em 30 segundos

Dois aviões KC-390 da FAB devem chegar a Manaus neste domingo e iniciar na segunda-feira o combate a incêndios florestais no Amazonas. A operação inclui um sistema capaz de lançar até 12 mil litros de água por vez. A fumaça levou a qualidade do ar a níveis péssimos em pontos da capital.

A Força Aérea Brasileira (FAB) enviará dois aviões KC-390 Millennium para apoiar o combate aos incêndios florestais nas regiões de Manaus, Itacoatiara e Parintins, no Amazonas. A previsão é que as aeronaves cheguem à Base Aérea de Manaus no fim da tarde deste domingo (11) e comecem a operar na segunda-feira (12), enquanto a capital amanheceu novamente coberta por fumaça.

Os aviões pertencem aos esquadrões Zeus, da Base Aérea de Anápolis (GO), e Gordo, da Base Aérea do Galeão (RJ). Um transportará materiais e equipamentos de apoio; o outro será usado diretamente para lançar água sobre os focos de incêndio.

A operação utilizará o Sistema Modular Aerotransportado de Combate a Incêndios (Maffs, na sigla em inglês). O equipamento, instalado na aeronave, lança água por um tubo na porta traseira esquerda e pode despejar até 3 mil galões — cerca de 12 mil litros — por operação, com ou sem retardante de fogo. O reservatório em solo usado para reabastecer o sistema comporta 22 mil litros.

A força-tarefa também terá 25 bombeiros militares e cinco integrantes da Defesa Civil de São Paulo. O governo federal mobilizou ainda seis aeronaves — quatro aviões e dois helicópteros — e 290 brigadistas federais para atuar na região.

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas informou que, entre 1º de junho e 9 de outubro, registrou 3.462 ocorrências de incêndios urbanos e florestais. No período, a corporação afirma ter combatido 20.875 focos: 4.296 em Manaus e 16.579 no interior do estado.

A fumaça levou a níveis considerados péssimos da qualidade do ar em vários pontos da capital, segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas. Em um dos locais monitorados, a concentração de material particulado chegou a 216,6 microgramas por metro cúbico nesta manhã. O índice é considerado bom quando fica em até 25 microgramas por metro cúbico.

No sábado (10), o governo estadual decretou situação de emergência em 36 municípios devido aos incêndios florestais. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu a medida e afirmou que esse reconhecimento é necessário para liberar recursos de órgãos federais destinados ao enfrentamento da crise.

O ministério informou que disponibilizou R$ 45 milhões ao Amazonas desde 2024 para equipar o Corpo de Bombeiros para o combate a incêndios. O estado utilizou R$ 34,7 milhões, e, segundo a pasta, outros R$ 10 milhões estão disponíveis. Desde 2023, o Amazonas recebeu R$ 372.065.406,32 para ações de socorro, ajuda humanitária, reconstrução e restabelecimento de serviços essenciais após desastres.

O governo estadual diz ter ampliado, entre 2025 e 2026, de 11 para 25 o número de municípios do interior com bases dos bombeiros. Também afirma que a corporação passou de 692 militares em 2019 para 1.651 em 2026, recebeu 20 viaturas e 453 equipamentos multimissão e contratou 153 brigadistas florestais. Entre abril e julho deste ano, o estado encaminhou 33 ofícios a ministérios federais solicitando apoio para prevenção, monitoramento, assistência e combate aos incêndios.

Para entender

Sistema Maffs
O Sistema Modular Aerotransportado de Combate a Incêndios é um equipamento instalado em aeronaves para lançar água ou água com retardante sobre áreas atingidas pelo fogo. O conjunto pode ser reabastecido em solo e permite que aviões de transporte atuem no combate a incêndios.

Fontes: Valor Econômico, Folha de S.Paulo

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