Estados Unidos criam 29 mil vagas em setembro e desemprego sobe
Os Estados Unidos criaram 29 mil empregos em setembro, abaixo das previsões, e a taxa de desemprego subiu; bolsas de Nova York avançaram.
Resumo em 30 segundos
Os Estados Unidos criaram 29 mil empregos em setembro, abaixo das previsões, e o desemprego subiu para 4,2%. O relatório fortaleceu as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve em outubro. Às 14h35, os índices de Nova York avançavam, enquanto o dólar recuava e os contratos de petróleo tinham resultados divergentes, em meio às tensões no Oriente Médio.
Os Estados Unidos criaram 29 mil empregos em setembro, bem menos do que esperava o mercado, e a taxa de desemprego aumentou de 4,1% para 4,2%. Os dados divulgados nesta sexta-feira, 2 de outubro, pelo Departamento do Trabalho influenciaram as negociações em Wall Street, onde os principais índices operavam em alta durante a tarde, em Nova York.
As estimativas para a criação de vagas variavam. Uma mediana de analistas apontava 85 mil novos postos, enquanto outra projeção de mercado era de 84 mil. As previsões consultadas por uma das fontes iam de 50 mil a 175 mil empregos. Para o desemprego, a expectativa era de estabilidade em 4,1%.
Às 14h35, pelo horário de Brasília, o Dow Jones subia 0,43%, o S&P 500 avançava 0,68% e o Nasdaq registrava alta de 0,90%. O relatório de emprego também reforçou as apostas de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, manterá os juros na próxima reunião, em outubro.
A remuneração média por hora aumentou US$ 0,05 no mês, para US$ 37,81, uma elevação de 0,13%. O mercado esperava avanço mensal de 0,3%. Em 12 meses, os salários cresceram 3,02%, abaixo da previsão de 3,1%.
O dado de emprego contribuiu para a queda do dólar em relação a outras moedas. No mesmo horário, o euro era negociado a US$ 1,1255 e a libra, a US$ 1,3238. O dólar recuava a 157,81 ienes, e o índice DXY, que mede a moeda americana diante de seis divisas relevantes, caía 0,19%, a 101,91 pontos.
Antes da divulgação do relatório, os mercados atribuíam probabilidade de 26% a uma alta de juros em outubro, segundo dados citados nas informações de mercado. Comentários de autoridades do Fed também apontaram a necessidade de acompanhar a economia antes de novos ajustes. O diretor do banco central Philip Jefferson afirmou que pode ser necessário mais tempo para avaliar os rumos da atividade; o presidente do Fed de Nova York, John Williams, havia feito declarações semelhantes nesta semana.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano subiam no período. A taxa da nota de dois anos estava em 4,837%, a de dez anos, em 5,290%, e a do título de 30 anos, em 5,636%.
No mercado de petróleo, os contratos futuros tinham direções distintas, em meio às tensões no Oriente Médio e a preocupações com a oferta. Às 14h35, o WTI para novembro caía 1,38%, a US$ 91,60 por barril, enquanto o Brent para dezembro avançava 0,14%, a US$ 102,44.
As informações de mercado também apontavam para uma possível ampliação da presença militar americana na região e para a avaliação de novos ataques ao Irã. A incerteza sobre uma saída diplomática tem sido considerada um fator de risco para o petróleo. O Barclays elevou em US$ 20 sua projeção para o Brent no quarto trimestre, para US$ 115 por barril, e estimou média de US$ 100 para 2026.