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Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Elefante-marinho aparece na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro

Visto no Posto 3 nesta terça-feira, o animal aparentava estar saudável; equipes isolaram a área e orientam o público a manter distância.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Elefante-marinho descansa na areia de Copacabana, perto da arrebentação, com a área isolada. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Elefante-marinho descansa na areia de Copacabana, perto da arrebentação, com a área isolada.
Resumo em 30 segundos

Um elefante-marinho foi visto descansando na areia da Praia de Copacabana, na altura do Posto 3. O exemplar aparentava estar saudável, e bombeiros e guardas municipais isolaram a área. Provavelmente é o mesmo animal avistado em outros pontos da costa fluminense desde o início do mês, embora a identificação não tenha sido confirmada.

Um elefante-marinho foi visto na manhã desta terça-feira, 6 de outubro, na areia da Praia de Copacabana, na altura do Posto 3, no Rio de Janeiro. O animal descansava perto da arrebentação e, segundo a avaliação feita no local, aparentava estar saudável. Bombeiros e guardas municipais isolaram a área para manter os curiosos afastados.

A presença em Copacabana é mais uma parada do animal pela costa fluminense desde o começo do mês. Ele já havia sido avistado no Recreio dos Bandeirantes, na Joatinga, em São Conrado e em Niterói. Os registros indicam que se trata provavelmente do mesmo elefante-marinho, embora a identificação não tenha sido confirmada.

O descanso na praia é compatível com o comportamento da espécie. Elefantes-marinhos percorrem grandes distâncias no mar em busca de alimento e podem chegar à costa cansados. Na areia, costumam permanecer imóveis ou sonolentos enquanto recuperam energia; por isso, a presença do animal não significa necessariamente que esteja ferido ou doente.

O biólogo Rafael Carvalho, pesquisador do Laboratório de Mamíferos Aquáticos e Bioindicadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), afirmou que o exemplar pode ter vindo da Península Valdés, na Argentina, região considerada a origem geográfica mais próxima da costa brasileira onde a espécie ocorre. Ele explicou que, fora dos períodos de reprodução e de troca de pelagem — fases que acontecem em terra nas áreas de origem —, esses animais ficam no mar para se alimentar.

Carvalho também observou que os elefantes-marinhos podem nadar longas distâncias durante a alimentação e ser deslocados por correntes marítimas para regiões distantes de sua área habitual. A espécie pode atingir até cinco metros de comprimento. Fêmeas pesam entre 400 e 900 quilos, enquanto machos podem ultrapassar uma tonelada.

A orientação das equipes no local é manter distância e não tentar tocar, alimentar ou cercar o animal. A faixa de isolamento ajuda a reduzir a aproximação de pessoas e permite que ele descanse sem interferência. A circulação do elefante-marinho pelo litoral do Rio de Janeiro também mostra que a espécie pode aparecer em praias distantes de suas áreas de reprodução, durante deslocamentos no oceano.

Para entender

Elefante-marinho
Mamífero marinho de grande porte que passa longos períodos no oceano em busca de alimento. Pode descansar em terra durante deslocamentos, sem que isso signifique necessariamente que esteja ferido ou doente.

Fontes: O Globo

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