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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Davi Alcolumbre articula apoio para tentar reeleição no Senado

A votação da PEC da escala 6x1 nesta quarta-feira é vista por aliados como demonstração de força na disputa pela presidência da Casa em 2027.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Plenário do Senado durante uma sessão, com as cadeiras dos parlamentares e a tribuna em destaque. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Plenário do Senado durante uma sessão, com as cadeiras dos parlamentares e a tribuna em destaque.
Resumo em 30 segundos

Davi Alcolumbre busca apoio de partidos do centrão e de parlamentares do PL para tentar continuar na presidência do Senado em 2027. Aliados veem a votação da PEC que prevê o fim da escala 6x1 como uma demonstração de força. A disputa também tem Rogério Marinho e Tereza Cristina entre os possíveis candidatos.

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, articula apoio de partidos do centrão e de parlamentares do PL para tentar permanecer no comando da Casa em 2027. Nesta quarta-feira (14), a votação em primeiro turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 é vista por aliados como uma demonstração de força política.

A eleição para a presidência do Senado é secreta. Alcolumbre conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo a articulação descrita por aliados, e aposta em reunir votos além da base governista. A PEC sobre a jornada de trabalho é uma das pautas defendidas pelo governo e pode ajudar o senador a mostrar capacidade de conduzir votações.

Nas conversas com senadores do PL, o argumento de Alcolumbre é que um presidente da Casa muito alinhado ao Palácio do Planalto poderia reduzir a influência dos parlamentares nas negociações. Para integrantes do centrão, aliados do senador apresentam a eleição de um presidente capaz de endurecer as tratativas como forma de preservar o peso dos senadores depois das eleições.

A disputa, porém, não está definida. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, está entre os nomes que buscam a presidência. Tereza Cristina (PP-MS) também se colocou como candidata e, caso Alcolumbre não consiga viabilizar a reeleição, pode tentar atrair os votos dele. Se eleita, seria a primeira mulher a presidir o Senado.

Uma ala do PL defende uma candidatura própria do partido. Bia Kicis (PL-DF), Carol de Toni (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS), que devem assumir cadeiras no Senado no próximo ano, pressionam por uma chapa ligada ao partido e também defendem o avanço de medidas contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O PL tem a maior bancada da Casa, com 28 das 81 cadeiras.

Tereza Cristina pediu a Alcolumbre que coloque em votação uma PEC defendida por Flávio Bolsonaro. A proposta acaba com a reeleição e prevê a possibilidade de estender de quatro para cinco ou seis anos o mandato do próximo presidente do Senado. A articulação é para que a análise ocorra depois do segundo turno das eleições, mas antes do início do próximo governo.

Alcolumbre é senador pelo Amapá, estado indicado pela sigla AP. As negociações sobre a eleição da presidência e a votação das propostas constitucionais devem seguir como parte das articulações políticas para a composição do comando da Casa no próximo ano.

Fontes: Folha de S.Paulo

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