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Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Copiloto da FlyDubai planejava atacar aeroporto de Tel Aviv

Relatos da investigação indicam que ele pretendia desviar o voo FZ1073 após atacar o comandante; passageiros o contiveram e a aeronave pousou na Arábia Saudita.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Avião comercial parado em uma pista de aeroporto no Oriente Médio, com edifícios ao fundo. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Avião comercial parado em uma pista de aeroporto no Oriente Médio, com edifícios ao fundo.
Resumo em 30 segundos

O copiloto do voo FZ1073, da FlyDubai, é acusado de atacar o comandante e planejar desviar a aeronave para atingir o aeroporto Ben Gurion ou um prédio em Tel Aviv. Passageiros o contiveram, e outro tripulante assumiu os controles até o pouso na Arábia Saudita. O caso segue sob investigação nos Emirados Árabes Unidos.

O copiloto de um voo da FlyDubai que seguia dos Emirados Árabes Unidos para Israel teria planejado desviar a aeronave contra o aeroporto Ben Gurion ou um prédio em Tel Aviv, segundo relatos sobre as investigações. O episódio ocorreu na última quarta-feira, durante o voo FZ1073, que partiu de Dubai com 174 pessoas a bordo, entre elas 166 israelenses, e terminou com um pouso na Arábia Saudita.

O copiloto, cidadão de Omã identificado em relatos como Hamam al-Hammami, é acusado de atacar o comandante Smit Machchhar com um machado de emergência da cabine e feri-lo. Passageiros o contiveram enquanto outro integrante da tripulação assumiu os controles e conduziu o Boeing 737 MAX até o pouso.

De acordo com relatos sobre o interrogatório, o copiloto teria dito que pretendia continuar o voo normalmente após atacar o comandante, obter autorização para pousar no aeroporto Ben Gurion e, então, mudar a rota para atingir o aeroporto ou um edifício no centro de Tel Aviv. A intenção, segundo as mesmas informações, seria reproduzir um ataque como o realizado pela al-Qaeda nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001.

O homem também teria contado aos investigadores que planejou sequestrar e derrubar outro voo com destino a Tel Aviv, mas desistiu ao saber que conhecia uma pessoa a bordo. Fontes da imprensa israelense afirmaram que ele provavelmente agiu sozinho, sem vínculo com grupo radical ou governo estrangeiro. Essas informações ainda não foram apresentadas como conclusões finais da investigação.

O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad al-Shamsi, classificou o caso como uma tentativa de “ato terrorista” e afirmou que a apuração examinará as circunstâncias, as motivações e possíveis vínculos. O copiloto permanece sob interrogatório nos Emirados, e representantes israelenses recebem atualizações sobre o andamento do caso.

O episódio também provocou questionamentos sobre as verificações feitas antes da contratação do piloto e da autorização para operar a rota. Autoridades regionais disseram que a Oman Air, companhia nacional de Omã, o havia afastado dos voos e transferido para uma função administrativa por preocupações com opiniões extremistas. Ele foi posteriormente contratado pela FlyDubai após passar por verificações de segurança consideradas padrão, que, segundo autoridades, não teriam examinado sinais de radicalização em seu histórico.

As regras israelenses impedem que pilotos de países sem relações diplomáticas formais com Israel, como Omã, operem voos para o país. Autoridades dos Emirados disseram que a lista de passageiros e tripulantes do voo foi compartilhada com Israel antes da decolagem. O Shin Bet atribuiu ao Ministério dos Transportes a verificação dessas listas; a ministra Miri Regev afirmou que sua pasta não recebeu a relação e disse que a supervisão de segurança de voos estrangeiros cabe ao Shin Bet e ao Mossad.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a tripulação e os passageiros evitaram “um desastre de 11 de Setembro” e determinou uma revisão de todos os aspectos de segurança ligados à aviação civil estrangeira com destino a Israel. Autoridades australianas também investigam vínculos do copiloto com o país; fontes locais disseram que ele estudou na Austrália entre 2015 e 2017.

Fontes: O Globo

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