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Sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Cleber Rosa de Oliveira vai a júri popular por morte de corretora

A Justiça de Goiás decidiu que Cleber Rosa de Oliveira será julgado pelo Tribunal do Júri por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Por Laura Mendes 2 min de leitura
Área de mata próxima a uma rodovia em Goiás, representando o local relacionado à investigação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Área de mata próxima a uma rodovia em Goiás, representando o local relacionado à investigação.
Resumo em 30 segundos

Cleber Rosa de Oliveira será julgado pelo Tribunal do Júri em Goiás por homicídio qualificado e ocultação do cadáver de Daiane Alves Souza, corretora de 43 anos. A Justiça manteve três qualificadoras e a acusação de perseguição reiterada. O réu permanece preso preventivamente, e a data do julgamento ainda não foi definida. A defesa avalia se recorrerá.

A Justiça de Goiás decidiu que Cleber Rosa de Oliveira irá a júri popular pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Daiane Alves Souza, corretora de imóveis de 43 anos. A decisão foi tomada pela 1ª Vara Criminal de Caldas Novas; ainda não há data para o julgamento. Oliveira, que era síndico do edifício onde Daiane morava, permanece preso preventivamente.

A juíza manteve as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, na modalidade emboscada. A defesa havia pedido que elas fossem retiradas, mas a magistrada considerou que não há motivo para excluí-las nesta etapa do processo. A decisão submete a acusação ao Tribunal do Júri e não representa condenação.

O Ministério Público de Goiás (MPGO) informou que Oliveira admitiu durante a investigação ter transportado o corpo e o abandonado em um local isolado. Segundo o órgão, ele também indicou às autoridades onde estavam os restos mortais e o celular da vítima, além de ter descartado o aparelho e a arma. Em juízo, o acusado permaneceu em silêncio.

De acordo com a denúncia, o acusado teria desligado a energia do apartamento de Daiane para atraí-la ao subsolo do edifício. Ela desceu para verificar um problema no fornecimento elétrico e teria sido atacada por trás. A acusação afirma que Oliveira estava encapuzado e usava luvas.

Ainda segundo o MPGO, Daiane foi levada a uma área de mata perto da rodovia GO-213 e morta com dois tiros na cabeça, em dezembro de 2025. O corpo foi encontrado em 28 de janeiro, após 42 dias de buscas. A perícia apontou traumatismo cranioencefálico compatível com disparo de arma de fogo e concluiu que houve pelo menos dois tiros.

A denúncia também atribui a Oliveira perseguição reiterada, conhecida como stalking. A promotoria afirma que, durante dez meses no ano passado, ele teria praticado agressões físicas e verbais, monitorado Daiane e perturbado suas atividades. A motivação apontada seria o descontentamento dele com o trabalho da corretora no condomínio, depois que ela retomou a administração dos apartamentos da família.

Em nota, a defesa disse ter recebido a decisão com serenidade e afirmou que ela “não encerra qualquer juízo de culpa”. Os advogados classificaram o encaminhamento ao júri como uma decisão provisória, que não examina definitivamente o mérito, e disseram que vão analisar o documento para avaliar a possibilidade de recorrer dentro do prazo legal.

Quem é quem

Ministério Público de Goiás
Instituição responsável pela atuação do Ministério Público no estado de Goiás. No caso, apresentou a denúncia contra Cleber Rosa de Oliveira e informou detalhes atribuídos à investigação sobre a morte da corretora Daiane Alves Souza.
Tribunal do Júri
Órgão do Poder Judiciário responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídio. No processo citado, a Justiça decidiu submeter a acusação contra Cleber Rosa de Oliveira à apreciação dos jurados, sem que isso represente uma condenação.

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