Citi mantém Smart Fit como favorita e muda recomendações de varejo
Nas ações de varejo na Bolsa, o banco elevou Magazine Luiza e Azzas a compra, rebaixou Alpargatas a venda e ajustou preços alvo.
Resumo em 30 segundos
O Citi revisou recomendações e preços-alvo de empresas de varejo e consumo negociadas na Bolsa brasileira. Magazine Luiza e Azzas passaram a ter indicação de compra, enquanto Alpargatas foi rebaixada para venda. A Smart Fit segue como principal escolha do banco, que também reduziu as premissas de custo de capital próprio.
O Citi revisou as recomendações para ações de varejo e consumo negociadas na Bolsa brasileira. O banco elevou Magazine Luiza e Azzas de neutra para compra, rebaixou Alpargatas de neutra para venda e manteve a Smart Fit como sua principal escolha no setor, com recomendação de compra. As mudanças incluem novos preços-alvo para empresas de diferentes segmentos.
Para o Magazine Luiza, o preço-alvo subiu de R$ 6 para R$ 14. A estimativa representa potencial de valorização de 26,01% em relação ao fechamento de sexta-feira, dia 16. A Azzas passou a ter preço-alvo de R$ 30, ante R$ 19, com recomendação de compra e potencial de alta de 28,20%.
A Natura teve recomendação elevada de venda para neutra e preço-alvo fixado em R$ 8, o que indica potencial de avanço de 13,47% sobre o fechamento do dia 16. Já a Alpargatas foi rebaixada para venda, embora o Citi tenha classificado como “excepcional” a execução da gestão. O preço-alvo da companhia aumentou de R$ 14 para R$ 16, mas, segundo o banco, a avaliação da ação está exigente; o novo valor implica queda potencial de 10,51% ante sexta-feira.
A Smart Fit segue como a principal escolha dos analistas João Pedro Soares e Felipe Husein. O preço-alvo da rede de academias passou de R$ 30 para R$ 37, com potencial de alta de 51,08% em relação ao fechamento mais recente. O Citi atribui a escolha à perspectiva de crescimento da empresa.
Entre as demais empresas cobertas, o banco elevou de R$ 9,50 para R$ 14 o preço-alvo do Assaí, que continua com recomendação neutra. Para a C&A, a estimativa subiu de R$ 16 para R$ 17, com recomendação de compra. O Grupo Mateus teve o preço-alvo elevado de R$ 4 para R$ 6 e permanece neutro.
Lojas Renner passou de R$ 16 para R$ 18, com recomendação de compra, enquanto a Riachuelo teve o alvo aumentado de R$ 12,50 para R$ 14, também com recomendação de compra. Para a União Pet, a estimativa foi de R$ 4,80 para R$ 5,30, com recomendação neutra; para a Vivara, subiu de R$ 33 para R$ 38, com indicação de compra.
O Citi afirma ter atualizado os modelos de avaliação das empresas e reduzido, em média, em 150 pontos-base o custo de capital próprio usado nos cálculos. A mudança foi atribuída principalmente à queda dos juros de longo prazo no Brasil. O banco diz que o contrato futuro de Certificado de Depósito Interbancário (CDI) para 2035 recuou cerca de 125 pontos-base diante do novo cenário eleitoral.
Apesar da melhora nos fatores que influenciam as avaliações, o banco considera incerto o cenário para 2027 e descreve a trajetória dos juros como “fluida”. Também alerta para a possibilidade de pressão sobre a renda disponível dos consumidores, aumento do desemprego e manutenção de critérios rigorosos para concessão de crédito. No Assaí, por exemplo, reduziu a premissa de custo da dívida de 14,8% para 12,3%.
No caso do Magazine Luiza, o Citi prevê as maiores revisões de lucro entre as empresas analisadas. O banco mantém preocupações de longo prazo com a concorrência nos marketplaces, incluindo Mercado Livre e Shopee, mas avalia que a varejista pode aproveitar tanto a demanda nas lojas físicas quanto o crescimento das vendas online.
Para as empresas de vestuário, o Citi afirma ter revisado projeções para 2026 e 2027 após conversas com C&A e Riachuelo e diante da cautela com o terceiro trimestre de 2026. O banco reduziu estimativas de vendas para as três companhias do segmento e diz que a Renner pode ter desempenho inferior, considerando sua correlação histórica com o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV).