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Segunda-feira, 26 de outubro de 2026

CBF divulga áudio do VAR sobre expulsão de Neymar contra o Bahia

Os árbitros discutiram se o gesto de cobrir a boca justificava a revisão do lance; o áudio não confirma que Neymar tenha cometido racismo ou homofobia.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Árbitro consulta o monitor do VAR à beira do campo durante uma partida de futebol. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Árbitro consulta o monitor do VAR à beira do campo durante uma partida de futebol.
Resumo em 30 segundos

A CBF divulgou o áudio do VAR da expulsão de Neymar no jogo entre Santos e Bahia, na Vila Belmiro. A arbitragem debateu se o atacante cobriu a boca ao discutir com Rodrigo Nestor e se o lance se enquadrava no protocolo. Neymar ficará fora das duas partidas seguintes do Santos e pode ser julgado pelo STJD.

Neymar foi expulso na partida entre Santos e Bahia, na Vila Belmiro, depois que o árbitro de vídeo alertou o juiz Sávio Pereira Sampaio sobre uma discussão com Rodrigo Nestor. O áudio do VAR, divulgado pela CBF nesta segunda-feira, mostra que a equipe de arbitragem considerou a possibilidade de revisar o lance porque o atacante cobriu a boca ao confrontar o volante do Bahia.

Sávio afirmou que não tinha visto o gesto e pediu aos jogadores que se afastassem antes de consultar a cabine. O árbitro de vídeo, Paulo Renato Moreira da Silva Coelho, disse que tinha imagens claras de Neymar com a mão na boca e recomendou uma revisão. A assistente Andrea Izaura Maffra Marcelino também chamou a atenção para o gesto, feito durante a discussão.

A equipe do VAR debateu se havia ocorrido uma ofensa e se o lance se enquadrava no protocolo. Andrea afirmou que era necessário verificar o que Neymar tinha dito. Daniel Victor Costa Silva, outro assistente, observou que cobrir a boca só poderia resultar em cartão em uma situação de confusão. Sávio decidiu expulsar o jogador por ter tapado a boca e ido confrontar o adversário.

A chamada “Lei Vini Jr.” é uma regra da Fifa mencionada na análise do lance. O protocolo prevê punição para jogadores que escondem a boca durante discussões, medida voltada a coibir ofensas e manifestações racistas ou homofóbicas. No áudio, os árbitros discutem como aplicar a regra ao caso, mas não confirmam que Neymar tenha cometido racismo ou homofobia.

Após receber o cartão vermelho, Neymar disse que estava brincando com Nestor e reconheceu que errou ao colocar a mão na boca. O atacante afirmou que ainda não tinha falado nada quando o volante levantou a mão e chamou a expulsão de “safadeza”. Também prometeu “pegar” Nestor. Imagens registraram Neymar chamando o adversário de “merda” e “otário” após uma entrada mais dura e empurrando o técnico do Bahia, Rogério Ceni.

Com a expulsão direta, Neymar ficará fora das duas partidas seguintes do Santos. Como já havia recebido o terceiro cartão amarelo, a suspensão por expulsão se soma ao gancho automático relacionado ao acúmulo de advertências. O caso também pode ser levado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD): o atacante corre risco de até seis jogos de suspensão, com seis rodadas do Brasileirão ainda por disputar.

Fontes: Zero Hora

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