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Quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Bolsas asiáticas caem com pressão sobre ações de inteligência artificial

O Kospi recuou 5,3% e o Nikkei perdeu 1,8% nesta quinta, enquanto mercados de Hong Kong, Xangai e Austrália fecharam em alta.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Circuito eletrônico em primeiro plano diante de prédios de um centro financeiro asiático. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Circuito eletrônico em primeiro plano diante de prédios de um centro financeiro asiático.
Resumo em 30 segundos

As bolsas da Coreia do Sul e do Japão fecharam em forte queda, pressionadas por vendas de ações ligadas à inteligência artificial após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O Kospi caiu 5,3% e o Nikkei recuou 1,8%. Outros mercados da região avançaram, incluindo Hong Kong, Xangai e Austrália.

As bolsas asiáticas fecharam em direções diferentes nesta quinta-feira, 5 de novembro, com quedas acentuadas na Coreia do Sul e no Japão, onde ações ligadas à inteligência artificial (IA) foram pressionadas por vendas. O movimento ocorreu após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que mudaram o controle do Congresso e ampliaram dúvidas sobre o setor.

O Kospi, principal índice da Bolsa de Seul, caiu 5,3%, para 5.383,80 pontos. As ações da Samsung Electronics recuaram 7,6% e as da fabricante de chips de memória SK Hynix perderam 9,4%. O índice sul-coreano vinha alternando altas e baixas em meio ao interesse dos investidores por empresas associadas à expansão da IA.

Em Tóquio, o Nikkei 225 cedeu 1,8%, para 61.077,90 pontos. O SoftBank Group, investidor da OpenAI, recuou 6,9%; a Tokyo Electron, que produz equipamentos para fabricação de chips, caiu 9,5%; e a Advantest, fabricante de equipamentos de teste, perdeu 15%. O Taiex, de Taiwan, registrou baixa de 3,2%.

Os demais mercados asiáticos tiveram desempenho mais favorável. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 3,7%, para 24.796,98 pontos; em Xangai, o índice composto avançou 0,1%, para 3.689,91 pontos, e o de Shenzhen ganhou 1,6%, a 2.184,10. Na Austrália, o S&P/ASX 200 teve alta de 2,6%, para 9.065,10 pontos, enquanto o índice Sensex, da Índia, avançou 2%.

A reação das ações de tecnologia ocorreu depois de o Partido Democrata conquistar o controle do Congresso americano nas eleições de meio de mandato. Investidores avaliam se a nova composição política pode alterar o apoio às políticas do presidente Donald Trump para a IA e afetar empresas que se beneficiaram do crescimento do setor. Também há questionamentos sobre o volume de investimentos na tecnologia, os retornos futuros e as formas de financiamento.

Na véspera, os principais índices de Wall Street haviam subido: o S&P 500 avançou 1,6%, o Nasdaq composto ganhou 1,4% e o Dow Jones subiu mais de 1.500 pontos, após perdas republicanas em todo o país. Redes hospitalares e lojas de departamento voltadas a consumidores de baixa renda ajudaram a impulsionar a alta. Os futuros dos índices americanos, porém, oscilavam sem direção definida no início desta quinta-feira.

A mudança no Congresso também alimentou expectativas de que os democratas possam pressionar pela revisão de tarifas e pela retomada de relações comerciais mais fortes entre os Estados Unidos e a China. A possibilidade, contudo, tem efeitos distintos para setores e empresas. Em geral, o controle dividido do governo é visto com bons olhos por investidores porque pode reduzir a chance de mudanças amplas na economia; no longo prazo, lucros das companhias e taxas de juros tendem a ser fatores mais importantes para os preços das ações.

A queda do petróleo também esteve entre os efeitos do cenário político. Na quarta-feira, o barril do Brent perdeu 8,7%, para US$ 94,62, diante da possibilidade de pressão do Congresso para que Trump recue na guerra com o Irã. No início desta quinta, o Brent recuava mais 0,4%, para US$ 94,22, e o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, caía 1,1%, para US$ 87,19.

A perspectiva de redução das tensões atingiu ações de empresas de defesa e de petróleo na sessão americana de quarta-feira. A Lockheed Martin caiu 6,9%, a Northrop Grumman recuou 4,5% e a General Dynamics perdeu 2,6%. Entre as petroleiras, a ExxonMobil cedeu 4,6% e a ConocoPhillips, 5,2%.

Empresas associadas a Trump e ao empresário Elon Musk também foram afetadas. A Trump Media & Technology Group, dona da rede Truth Social, desabou 24,5% na quarta-feira. Tesla e SpaceX recuaram 3,3% e 3,8%, respectivamente; Musk fez grandes doações a candidatos republicanos e pode ser alvo de investigações no Congresso controlado pelos democratas.

Para entender

Eleições de meio de mandato
Nos Estados Unidos, são eleições realizadas no meio do mandato presidencial. Os eleitores escolhem todos os integrantes da Câmara dos Representantes e parte dos senadores, além de cargos estaduais e locais. O resultado pode alterar o controle do Congresso e influenciar a capacidade do presidente de aprovar políticas.

Fontes: Valor Econômico

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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