Apple registra lucro trimestral de US$ 30,7 bilhões e alta no iPhone
A receita total chegou a US$ 114,5 bilhões, acima das estimativas, enquanto as vendas do iPhone somaram US$ 57,6 bilhões, alta anual de 17,5%.
Resumo em 30 segundos
A Apple informou lucro líquido de US$ 30,7 bilhões no trimestre encerrado em 26 de setembro, alta de 11,8% em um ano. A receita total e as vendas do iPhone superaram as estimativas de analistas. A divisão de serviços cresceu 9,8%, abaixo da projeção de 10,3%.
A Apple registrou lucro líquido de US$ 30,7 bilhões no trimestre encerrado em 26 de setembro, alta de 11,8% em relação ao mesmo período de 2025. As vendas do iPhone somaram US$ 57,6 bilhões, crescimento anual de 17,5%, e ajudaram a levar a receita total da companhia a US$ 114,5 bilhões, acima das estimativas de analistas. Os resultados abrangem o período em que a empresa lançou a linha iPhone 18 e seu primeiro celular dobrável, o iPhone Duo.
O lucro diluído foi de US$ 2,10 por ação, ante previsão de US$ 1,99. A receita avançou 11,7% na comparação anual e também superou a expectativa de US$ 113,4 bilhões. A companhia informou que o iPhone respondeu por 50,3% do faturamento trimestral.
O crescimento das vendas do iPhone ficou acima dos 15% projetados por analistas. O resultado veio apesar da pressão dos custos de memória, em meio à escassez global de chips usados nesses componentes. A margem bruta da Apple foi de 47,9%; excluído um benefício não recorrente relacionado a tarifas, ficou em 46,9%.
Em comunicado sobre o balanço, o presidente-executivo John Ternus disse que a empresa teve receita recorde no trimestre encerrado em setembro. Segundo ele, o iPhone também alcançou um recorde para o período, enquanto a divisão de serviços chegou ao maior nível de sua história. Ternus assumiu o comando em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook.
A linha iPhone 18 foi lançada em setembro, junto com a entrada da Apple no mercado de celulares dobráveis. O iPhone Duo enfrenta problemas de tela que podem inutilizar o aparelho, além de prazos longos de entrega para clientes que fizeram pedidos. Esses desafios acompanham a estreia da companhia em uma categoria na qual já competem empresas como Samsung e Huawei.
A divisão de serviços, segunda maior fonte de receita da Apple, faturou US$ 31,6 bilhões, alta anual de 9,8%. O segmento reúne atividades como assinaturas de streaming, armazenamento de dados, jogos e serviços de exercícios físicos. O crescimento ficou abaixo da estimativa de 10,3%. Serviços têm importância para a rentabilidade porque, em geral, apresentam margens superiores às de equipamentos.
Após a divulgação dos resultados, as ações chegaram a cair mais de 2,8% nas negociações depois do fechamento da Nasdaq. No pregão regular, antes do anúncio, os papéis haviam recuado 1,83%. Ainda assim, acumulavam valorização de 27% em 2026.
No ano fiscal de 2026, encerrado em 26 de setembro, a Apple teve lucro de US$ 132,2 bilhões, avanço de 18% sobre 2025. A receita anual alcançou US$ 478,8 bilhões, crescimento de 15,1%. Os números divulgados não detalham as vendas do iPhone 18, do iPhone Duo ou dos modelos Pro e Pro Max separadamente.