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Domingo, 4 de outubro de 2026

Abstenção nas eleições de 2026 bate recorde e chega a 21,07%

Cerca de 33,1 milhões de eleitores não foram votar no primeiro turno; dados detalhados sobre o perfil dos ausentes ainda não foram divulgados.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Cabines e urna eletrônica em uma seção eleitoral vazia após a votação. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Cabines e urna eletrônica em uma seção eleitoral vazia após a votação.
Resumo em 30 segundos

A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 chegou a 21,07%, recorde para essa etapa, com cerca de 33,1 milhões de eleitores ausentes. Em 2022, a taxa foi de 20,79%. Especialistas citam possíveis fatores, como dificuldades de deslocamento e cadastros desatualizados, mas não há pesquisas que determinem o peso de cada um.

A abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 chegou a 21,07%, o maior índice já registrado nessa etapa de uma eleição, segundo dados da Justiça Eleitoral apurados em 99,3% das urnas. Cerca de 33,1 milhões de eleitores não compareceram para votar. Em 2022, a taxa havia sido de 20,79%, com 32,7 milhões de ausentes no primeiro turno.

O índice de não comparecimento vem aumentando desde 2006 e acumulou alta de 4,2 pontos percentuais no período. Os dados detalhados sobre o perfil dos eleitores ausentes em 2026 ainda não foram divulgados. No pleito de 2022, a abstenção foi maior entre homens, pessoas com menor escolaridade e eleitores de 21 a 29 anos e acima de 70 anos.

Na eleição de 2022, a taxa entre eleitores analfabetos foi de 52% no primeiro turno e 49,3% no segundo. Entre aqueles com ensino superior completo, ficou em 12,4%. O voto é facultativo para quem tem mais de 70 anos e para pessoas analfabetas; para os demais brasileiros de 18 a 70 anos, é obrigatório.

Cientistas políticos apontam diferentes fatores que podem contribuir para a ausência, sem atribuir o fenômeno a uma causa única. Entre as hipóteses estão dificuldades de deslocamento até os locais de votação, mais frequentes na região amazônica e em cidades pequenas, e cadastros eleitorais desatualizados. Especialistas também mencionam uma possível “ressaca” após as duas eleições anteriores.

O pleito deste ano teve o menor engajamento de campanha desde a redemocratização, segundo a avaliação apresentada por especialistas. Foi a primeira eleição em décadas sem debate entre os principais candidatos, e pesquisas indicaram baixo interesse dos eleitores. Não há pesquisas que permitam identificar com precisão o peso de cada fator na abstenção.

Quem não votou pode justificar a ausência pelo aplicativo e-Título, sem apresentar documento comprobatório. Se a justificativa não for feita no prazo, há multa de R$ 3,51 por turno. O título eleitoral pode ser cancelado após três ausências consecutivas sem justificativa; em 2025, cinco milhões de pessoas tiveram o documento cancelado por faltarem aos três últimos pleitos.

A ausência também pode ser vista em relação aos votos brancos e nulos, que vêm perdendo espaço. Em 2002, eles somaram 10,39%; em 2018, foram 8,79%. Especialistas apontam que parte dos eleitores pode estar escolhendo não comparecer, em vez de votar em branco ou anular o voto.

Para entender

Abstenção eleitoral
É a ausência do eleitor na votação. Diferentemente do voto branco ou nulo, ocorre quando a pessoa não comparece à seção eleitoral. Quem não vota pode justificar a ausência à Justiça Eleitoral.
e-Título
Aplicativo oficial da Justiça Eleitoral que oferece serviços relacionados ao título de eleitor. Entre eles está a possibilidade de apresentar justificativa de ausência à votação, conforme as regras e os prazos eleitorais.

Fontes: Folha de S.Paulo

Este texto foi produzido com apoio de inteligência artificial a partir de informações públicas, com checagens automáticas de fatos e de originalidade. Encontrou um erro? Avise-nos.

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