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Sábado, 10 de outubro de 2026

Trump e Zelensky trocam críticas após alívio de sanções ao diesel russo

A decisão, anunciada após conversa de Trump com Putin, provocou reação de Kiev e de aliados europeus; ataques russos mataram ao menos 21 pessoas.

Por Redação Plantão Paulista 2 min de leitura
Imagem gerada por IA: Equipes de emergência trabalham diante de um edifício residencial danificado em Zaporizhzhia. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Equipes de emergência trabalham diante de um edifício residencial danificado em Zaporizhzhia.
Resumo em 30 segundos

Donald Trump anunciou o alívio de sanções ao diesel russo após conversar com Vladimir Putin, e Volodimir Zelensky criticou a decisão. Os dois presidentes trocaram acusações neste sábado. No mesmo dia, ataques russos mataram ao menos 21 pessoas na Ucrânia, incluindo quatro crianças, segundo autoridades ucranianas e serviços de emergência.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, trocaram críticas neste sábado (10) após Washington anunciar o alívio de sanções ao diesel russo. No mesmo dia, ataques russos contra a Ucrânia mataram ao menos 21 pessoas, incluindo quatro crianças, segundo autoridades ucranianas e serviços de emergência. Os balanços sobre as vítimas em Zaporizhzhia variaram ao longo do dia: informações oficiais citaram números diferentes, de 11 a 20 mortos na cidade, além de um menino morto em Dnipropetrovsk.

Trump anunciou na sexta-feira que, após conversar por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, concordou em permitir o retorno de grandes volumes de diesel da Rússia aos mercados internacionais. O acordo foi apresentado como uma forma de ampliar a oferta e conter a alta dos combustíveis, que pressiona os republicanos antes das eleições legislativas americanas do próximo mês.

Em uma publicação nas redes sociais, Zelensky afirmou que Moscou interpretaria a decisão como um sinal de que poderia continuar os ataques. O presidente ucraniano relacionou o anúncio aos bombardeios de Zaporizhzhia, onde cinco bombas atingiram edifícios residenciais. O ataque ocorreu na madrugada deste sábado, no sudeste do país.

Trump, por sua vez, acusou Zelensky de não seguir suas instruções para evitar ataques a refinarias russas. Disse que essas operações poderiam agravar a escassez global de combustível, em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. “É melhor que ele pare”, afirmou Trump, que também defendeu que a Ucrânia escolha um novo presidente capaz de chegar a um acordo.

O chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, respondeu que Zelensky conta com o apoio da população do país. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, criticou o alívio das sanções e disse que a medida pode financiar a guerra russa. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, declarou a Zelensky que poderia contar com a “solidariedade absoluta” do Reino Unido.

Na região central de Dnipropetrovsk, um ataque russo com drones matou um menino de 11 anos, segundo o governador local. Em Kiev, bombardeios provocaram cortes de energia, informou a empresa elétrica DTEK, e o prefeito disse que um restaurante foi atingido. O Ministério da Defesa russo afirmou que atacou um “centro de dados” usado pelo Exército ucraniano.

O anúncio sobre o diesel ocorreu enquanto autoridades dos Estados Unidos, da Ucrânia e de países europeus se reuniam em Miami para discutir caminhos para encerrar a guerra. O enviado americano Steve Witkoff descreveu as conversas como construtivas e afirmou que foram examinadas possibilidades para reduzir a escalada antes do inverno no Hemisfério Norte. A delegação ucraniana começou a voltar ao país neste sábado.

O Kremlin declarou que Putin recebeu com compreensão propostas de Trump para reduzir as tensões, apresentadas durante a ligação de sexta-feira. Não foram divulgados detalhes sobre as iniciativas. A Rússia invadiu a Ucrânia em grande escala em fevereiro de 2022 e controla atualmente cerca de um quinto do território ucraniano.

Fontes: Zero Hora, Estadão, Folha de S.Paulo

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