Ataque russo a Zaporizhzhia deixa 11 mortos, incluindo crianças
Bombas atingiram edifícios residenciais neste sábado, no sul da Ucrânia; equipes de resgate ainda procuravam sobreviventes entre os escombros.
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Ataques russos a bairros residenciais de Zaporizhzhia mataram 11 civis, entre eles três crianças, neste sábado. Cinco bombas foram lançadas contra áreas residenciais e duas atingiram prédios de moradia. Equipes de resgate continuavam a procurar sobreviventes. O ataque ocorreu enquanto seguem as negociações diplomáticas mediadas pelos Estados Unidos para tentar encerrar a guerra.
Ataques russos contra bairros residenciais de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, deixaram 11 civis mortos neste sábado (10), entre eles três crianças, segundo o comandante da administração militar regional, Mikhailo Semikin. Equipes de resgate continuavam a procurar sobreviventes nos escombros horas depois dos bombardeios, na cidade situada a dezenas de quilômetros da linha de frente.
A polícia informou que cinco bombas foram lançadas contra áreas residenciais e que duas atingiram edifícios de moradia. As autoridades não detalharam o tipo de aeronave ou armamento usado. O ataque atingiu prédios ocupados por civis, e os socorristas trabalharam para retirar pessoas presas sob os destroços.
O voluntário Daniil Pishkin disse que sua equipe encontrou uma mulher, o marido dela e uma criança soterrados. Duas pessoas foram retiradas com vida, mas uma menina morreu. Irina, moradora de 69 anos de um dos edifícios atingidos, contou que mal conseguiu chegar ao banheiro para se proteger após os alertas de bombardeio.
Dois vizinhos dela, um casal de 75 anos, também morreram. Segundo Irina, eles foram arremessados para a rua e não resistiram durante o trajeto até o hospital. O relato aponta para o impacto dos ataques em áreas residenciais, embora as autoridades ainda buscassem vítimas entre os escombros.
Zaporizhzhia fica no sul ucraniano, perto das áreas de combate. A guerra começou com a invasão russa em fevereiro de 2022. Nos últimos meses, a Rússia intensificou os ataques em território ucraniano, enquanto Kiev ampliou ações contra alvos na Rússia; os bombardeios têm aumentado o número de vítimas civis, segundo o relato das autoridades.
O ataque ocorreu enquanto seguem sem resultado concreto os esforços diplomáticos mediados pelos Estados Unidos. Na sexta-feira (9), o presidente americano, Donald Trump, conversou por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin. Após a ligação, Trump anunciou que Moscou forneceria mais de 300 mil toneladas de diesel aos mercados americano e mundial, além de outras 500 mil toneladas em novembro. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, classificou o acordo como “indigno”.
A Alemanha afirmou neste sábado que continua trabalhando com a União Europeia para impor novas sanções a Moscou. O Kremlin declarou que os Estados Unidos também apresentaram propostas para uma “desescalada” na Ucrânia e que Putin se mostrou receptivo a algumas delas, sem divulgar detalhes.
Em Miami, o negociador americano Steve Witkoff manteve conversas com representantes ucranianos, que descreveu como “construtivas”. As discussões envolveram energia, exportação de grãos e garantias de segurança. As tentativas de Washington de encerrar a guerra enfrentam a exigência russa de controlar todo o Donbass, no leste da Ucrânia, incluindo áreas ainda sob controle de Kiev; Zelensky rejeita ceder território.