Redes sociais influenciam voto de 39% dos eleitores, diz Datafolha
Pesquisa Datafolha mostra que amigos, redes sociais e líderes religiosos ganharam influência declarada sobre o voto presidencial em relação a julho.
Resumo em 30 segundos
Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (2) indica que amigos, perfis seguidos nas redes sociais e líderes religiosos ganharam sete pontos percentuais de influência declarada sobre o voto presidencial desde julho. A maioria ainda diz que os grupos avaliados não interferem na escolha. O levantamento ouviu 2.506 pessoas em 152 municípios.
A opinião de amigos próximos, pessoas seguidas nas redes sociais e líderes religiosos passou a pesar mais na escolha do voto para presidente às vésperas do primeiro turno, segundo pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (2). Em comparação com julho, a proporção de eleitores que considera a opinião desses grupos, muito ou um pouco, aumentou sete pontos percentuais em cada caso.
Entre os entrevistados, 43% disseram que amigos próximos influenciam sua decisão, ante 36% em julho. Para perfis acompanhados nas redes sociais, o índice foi de 39%, contra 32%. Já os líderes religiosos foram mencionados por 30%, ante 23% na pesquisa anterior.
O levantamento também perguntou sobre a influência de jornalistas, parceiros e filhos. A opinião de profissionais da imprensa foi considerada por 42% dos eleitores, quatro pontos acima de julho. Essa oscilação está no limite da margem de erro. Entre pessoas em relacionamento estável, 41% afirmaram levar em conta a opinião do cônjuge ou companheiro, ante 38% anteriormente. Entre pais de filhos com 16 anos ou mais, 37% consideram a opinião deles, praticamente o mesmo resultado de julho, quando eram 36%.
Apesar dos aumentos, a maioria dos entrevistados afirmou que nenhum dos seis grupos avaliados terá influência sobre seu voto. No caso dos amigos, 55% disseram que a opinião deles não interferirá na escolha, ante 62% em julho. Para as redes sociais, a parcela que rejeita influência caiu de 62% para 54%; para líderes religiosos, recuou de 67% para 61%.
Nas respostas sobre intensidade, 20% disseram que amigos terão muita influência e 23%, um pouco. Nas redes sociais, 19% apontaram muita influência e 20%, alguma. Para líderes religiosos, os percentuais foram de 16% e 14%, respectivamente. Outros 7% disseram não ter líderes religiosos ou não frequentar igreja, mesmo resultado registrado dois meses antes.
A pesquisa aponta diferenças entre grupos religiosos: 31% dos católicos disseram que líderes religiosos têm muita ou alguma influência sobre seu voto. Entre evangélicos, o percentual foi de 39%. As margens de erro para esses recortes são de três pontos para católicos e quatro para evangélicos.
A influência da imprensa foi dividida igualmente entre muita e um pouco: 21% em cada resposta. Outros 54% disseram que a opinião de jornalistas não mudará seu voto, ante 58% em julho. Entre os que vivem em relacionamento estável, 24% apontaram muita influência do parceiro, e 17%, um pouco. Para os filhos, 22% disseram que a opinião deles pesa muito e 15%, um pouco.
Homens relataram maior influência de pessoas próximas do que mulheres. Amigos foram citados por 48% dos homens e 39% das mulheres. Entre pessoas em relacionamento estável, 46% dos homens disseram considerar a opinião do parceiro, contra 36% das mulheres. Nos demais grupos, as diferenças ficaram no limite ou dentro da margem de erro: redes sociais, 42% entre homens e 36% entre mulheres; imprensa, 45% e 39%; filhos, 39% e 35%; líderes religiosos, 32% e 29%.
O Datafolha ouviu 2.506 pessoas em 152 municípios. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada sob o número BR-08039/2026.