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Quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Policial do Bope morre em tiroteio entre PMs no Rio de Janeiro

Outros cinco agentes ficaram feridos; a Polícia Civil e a Corregedoria da PM apuram se policiais do 18º BPM confundiram uma abordagem do Bope com ação criminosa.

Por Redação Plantão Paulista 3 min de leitura
Imagem gerada por IA: Policiais formam um corredor ao lado de um caixão coberto de flores em um cemitério. Imagem gerada por IA
Imagem ilustrativa gerada por IA: Policiais formam um corredor ao lado de um caixão coberto de flores em um cemitério.
Resumo em 30 segundos

O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morreu após policiais do Bope e do 18º BPM trocarem tiros em Jacarepaguá, no Rio. Outros cinco agentes ficaram feridos. A Polícia Civil e a Corregedoria da PM investigam a ocorrência, e armas foram apreendidas para perícia. A filha homenageou o policial nas redes sociais.

O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), morreu aos 54 anos durante um tiroteio entre policiais militares na madrugada de domingo, na região de Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. A filha dele, Laryssa Viana, homenageou o pai em uma publicação nas redes sociais e destacou a relação próxima entre os dois. Outros cinco policiais ficaram feridos na ocorrência.

Gláucio participava de uma abordagem quando agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) chegaram ao local. Segundo a versão divulgada pela Polícia Militar, os policiais do batalhão teriam confundido a ação do Bope com um confronto com criminosos e atirado contra os colegas. A corporação atribuiu a confusão à baixa luminosidade.

As equipes estavam na Rua Guilherme Moreira, na Freguesia, também em Jacarepaguá. No total, cinco agentes do Bope e um do 18º BPM foram atingidos e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. Gláucio chegou morto à unidade.

A Polícia Civil e a Corregedoria Interna da Polícia Militar investigam o caso. As armas dos policiais envolvidos foram apreendidas para perícia, e os agentes prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). A Polícia Civil também solicitou imagens das câmeras corporais, que podem ajudar a esclarecer a sequência dos disparos e a atuação de cada equipe.

A suspeita de fogo amigo — quando agentes de uma mesma força atingem colegas por engano — está no centro da apuração. A versão inicial da PM é de que os policiais do 18º BPM não reconheceram a abordagem feita pelo Bope. As investigações devem esclarecer como as equipes se comunicaram antes da ocorrência e o que levou ao início dos tiros.

Na homenagem, Laryssa contou que o pai acompanhava sua localização pelo celular e ligava para confirmar que ela estava segura, mesmo quando ela trabalhava no atendimento a pacientes ou em um centro cirúrgico. “Meu pai foi meu melhor amigo, meu conselheiro, meu maior amor, meu pastor, meu exemplo, meu intercessor, meu Porto Seguro”, escreveu.

Ela afirmou que Gláucio dedicou os últimos 26 anos à população e que fazia questão de estar presente na vida dos filhos. O policial deixou três: duas filhas, de 30 e 19 anos, e um menino de sete. Laryssa também relatou a dor de não poder mais receber as ligações do pai e disse que pretende preservar o legado dele.

O subtenente seria completaria 26 anos de serviço na Polícia Militar em dezembro. Seu irmão, o terceiro-sargento Heber Carvalho Fonseca, também integrava o Bope e foi um dos cinco policiais mortos na operação nos complexos da Penha e do Alemão, em outubro de 2025. A morte de Gláucio ocorreu menos de um ano depois.

O velório foi realizado na segunda-feira, no cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio. Antes do sepultamento, um helicóptero do Bope sobrevoou o local e lançou flores; policiais da tropa formaram um corredor para a passagem do caixão. A família também pediu esclarecimentos sobre a comunicação entre as equipes antes do tiroteio.

Para entender

Fogo amigo
Expressão usada para descrever situações em que integrantes de forças aliadas ou da mesma equipe atingem uns aos outros por engano. No caso, a investigação apura se policiais militares confundiram a ação de colegas com uma ocorrência criminosa.

Fontes: O Globo

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